terça-feira, 18 de abril de 2017

JUSTIÇA À MUÇULMANA

Justiça á muçulmana
 
 Como a humanidade seria mais feliz, harmoniosa e solidária se este tipo de Justiça fosse generalizado a todos os países !!!
Incluindo o nosso!

Querer É Poder!

Muito  bem  !

Às vezes funciona  !


ZEDU1Este é o segundo caso nos EMIRADOS ÁRABES UNIDOS do Presidente Angolano, depois de no mês passado as autoridades locais terem confiscado os 4 edifícios arranha-céus no Dubai; desta vez é um HOTEL DE 5 ESTRELAS EM ABU DHABI.
Estes 4 edifícios foram construídos no Dubai e são propriedade de José Eduardo dos Santos, fazem parte deles: escritórios, lojas e apartamentos em aluguer. Neste momento estão encerrados porque o sheik Mohammed o príncipe do Dubai, não aceitou que um presidente tenha um investimento desses na sua terra, segundo ele assim estaria a fazer pacto com os corruptos que desgraçam os seus povos, só é permitido no Dubai comprar um apartamento de t3 ou alugar uma mansão por 5 anos no máximo.
Este Hotel confiscado foi construído em nome da Empresária de 27 anos sobrinha do Chefe da casa militar da República de Angola. Como existe um processo top secreto de investigação dos Homens de Negócios Africanos no Médio Oriente em conexão com o F.B.I, esta empresária cai no sistema. Foram feitas investigações nos dossiers da firma proprietária do Hotel consta os nomes de J.E. Santos como sendo um accionista com 75%, 15% H.V. Kopelipa e 10% a sobrinha do Kopelipa, amante do J.E.Santos; dai as actividades do Hotel terem sido encerradas.
Convocada a empresária para prestar declarações a mesma, residente na Venezuela não compareceu na data marcada. As autoridades dos EMIRADOS convidaram os outros sócios maioritários a comparecerem para explicarem a origem dos valores da construção do Hotel de 80 andares e como do costume enviaram um Advogado Português. Infelizmente sem sucesso, pois a lei Islâmica não permite Advogados em casos de corrupção.
Então assim o Hotel foi confiscado para o governo de Abu Dhabi e a conta Bancária do Hotel foi bloqueada, onde foi encontrado um valor de 65 $ milhões.
Este será transferido para os Refugiados Sírios na Turquia.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CUIDADO...CUIDADO...


"As pessoas acham que o telemóvel é delas e ninguém entra. Não é verdade. Entra mais gente do que em sua casa", alerta Clara Guerra, da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais (CNPD). Isto porque, de acordo com um estudo de uma empresa de segurança da internet, 83% das aplicações que se descarregam para o telemóvel ou tablet acedem a dados pessoais, como fotografias, contactos, mensagens e chamadas. Segundo noticia esta segunda -feira o Jornal de Notícias, 96% das apps conseguem estar ativas sem o utilizador saber. "Corremos um grande risco", salienta o diretor da Kaspersky, Alfonso Ramirez. "Pode haver falhas nos dispositivos, problemas com a bateria ou infeção por malware. As aplicações têm acesso a alguns dos dados mais pessoais que temos e os utilizadores desconhecem muitas vezes que esta informação está a ser partilhada".
A CNPD nota que mesmo quando as apps pedem autorização para a aceder a esses dados "fazem-no frequentemente de modo desajustado, em linguagem complexa, em termos longos para poder ser lifo num telemóvel, ou então de forma insuficiente, não facultando a informação básica de modo conciso para que o titular dos dados possa dar um consentimento consciente". Clara Guerra lembra que "pedir estes dados contraria a lei 67/98, segundo a qual os dados pessoais devem ser recolhidos para finalidades determinadas, explícitas e legítimas, não devendo ser posteriormente tratados de forma incompatível com essas finalidades". Será publicado um novo regulamento em 2018 o qual aprofundará esse controlo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

CONSELHOS DE PITÁGORAS

Guarde para ver de vez em quando...
Conselhos de Pitágoras  
filósofo e matemático grego do sec. VI a.C.
Foge da rotina. A rotina habitua o homem à escravidão.
Mede os teus desejos, pondera as tuas opiniões, conta as tuas palavras
Escolhe sempre o melhor caminho; por mais penoso e difícil que pareça, e o hábito torná-lo-á fácil e agradável.
Sê sóbrio; um corpo gordo enfraquece a alma.
Não faças do teu corpo o túmulo da tua alma.
Para teres grandes ideias rodeia-te de belas imagens.
Faz germinar a tua alma através da meditação, e ascenderá às alturas, como a águia ascende ao céu pela força das suas asas.
Cada ano, no primeiro dia de primavera, reúne-te com os teus amigos à volta de uma lira bem afinada e canta um hino à Natureza que renasce. 
Sê feliz com pouco.

Que a tua casa, isolada como os templos no cimo dos montes, receba como eles os primeiros raios de Sol.
Não faças a tua casa demasiado grande, para não a encheres de coisas supérfluas.
Escreve sobre a porta da tua casa o que outros escrevem nos túmulos: "Aqui é um lugar de paz".
Não aspires à vaidade de ser rico; contribuirias para que houvesse mais pobres.
Não molhes o teu pão nas lágrimas dos teus semelhantes, nem no sangue dos animais.

Não sejas tirano, nem sequer do teu cão.

Não reconheças superioridade, a não ser aos melhores.

Desculpa as fraquezas humanas. Diz Homero que até os deuses às vezes se descuidam.

Fecha a tua boca sempre que através dela não fale o coração.

Sê amável e sábio. Um sábio amável é o mais nobre dos espectáculos.

Não desesperes da espécie humana. Com o tempo, o próprio barro se converte em mármore. 

Viver de acordo com a Natureza é viver segundo os deuses.
Não temas morrer. A morte não é mais do que uma paragem no caminho.
A verdadeira morte é a ignorância.
Se te perguntarem  o que é a filosofia, diz: é uma paixão pela verdade que dá às palavras do sábio o poder da lira de Orfeu.
Se te perguntarem em que consiste a virtude, diz: é estar de acordo consigo mesmo.  
Uma cítara bem afinada é harmoniosa; uma alma bem harmonizada é feliz.

Se te perguntarem o que é o silêncio, responde: é a primeira pedra do templo da filosofia.
Presta culto assíduo à justiça. É a primeira das virtudes públicas; a grande divindade dos impérios, a única garantia de perenidade das nações
Não regues as leis com sangue.
Constrói a tua felicidade sem esperá-la dos governos. As abelhas são felizes sob a monarquia. As formigas são ditosas em república. 
Que se castigue o cidadão à terceira falta e o magistrado à primeira 

Não levantes o machado contra a árvore plantada por teu pai.
Purifica o teu coração antes de permitires que o amor se aloje nele. O mais doce mel torna-se amargo num recipiente sujo.
Jovens esposos, tomai como símbolo a esfinge do Egipto. Não sejais mais do que um.
 Desejais construir um lar feliz? Que as vossas almas, sempre em uníssono, se pareçam a duas cítaras em harmonia, encerradas num único estojo.
Não vejas no teu inimigo mais do que um amigo extraviado.

A amizade é o vínculo das almas virtuosas.
Arranja um amigo para teres alguém que te repreenda quando estiveres enganado.
Tarda em fazer uma amizade e mais ainda em desfazê-la.
Escreve na areia as faltas de um amigo
Lembra-te: a Harmonia é a alma do Universo

A CULPA

 
 A CULPA
A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos

Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.

A culpa é do Eusébio, que já não joga à bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV

A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

PDI

CONSULTA E DIAGNÓSTICO


Torturado por terríveis dores lombares, fui consultar um famoso ortopedista.

Após analisar a radiografia, receitou-me anti-inflamatórios e teceu considerações a respeito da coluna, nervo ciático, etc., etc., tudo com uma contagiante simpatia e demonstração de profundo conhecimento profissional.
 Nunca entendi tão bem o porquê do substantivo "PACIENTE", para definir o doente num consultório médico, como naquele dia; porque sim: é de todo bom senso e civismo, ouvir, com grata paciência e atenção, aquilo que alguém nos está a dizer, ordenar, sugerir e/ou aconselhar, para nosso exclusivo bem estar de saúde...

Depois de ouvir, atentamente, todas as recomendações posológicas, perguntei como leigo que sou.

- Doutor, o que fiz durante a minha vida, ou estou ainda a fazer, que possa ter originado estas dores?

E ele, depois de olhar frontal e francamente para mim, respondeu com simpática convicção:

- Aniversários meu amigo, aniversários!...


 

terça-feira, 28 de março de 2017

IRMANDADES SECRETAS

IRMANDADES. SECRETAS E PERVERSAS.

Uma das mais poderosas sociedades de advogados nacional, a PLMJ, foi recentemente investigada no caso da “Máfia do Sangue”. Um dos seus sócios foi mesmo constituído arguido. Dois dos seus mais proeminentes representantes são José Miguel Júdice e Nuno Morais Sarmento, ambos advogados, políticos e comentadores televisivos, na RTP e na TVI. Nos seus programas semanais, ambos fugiram ao tema escaldante da corrupção nos negócios do sangue, com a cumplicidade dos jornalistas que, embevecidos, os entrevistavam.

Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa. Exemplos de personalidades de tripla face (políticos, comentadores e advogados) são muitos. Temos, assim, António Vitorino, sócio da firma “Cuatrecasas” ou Marques Mendes, da todo poderosa “Abreu Advogados”.

Sociedade igualmente relevante no panorama português é a “Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva e Associados”. Lança jovens na política e no Direito como os ex-governantes Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes ou Paulo Núncio. Ou o actual advogado/deputado do CDS Francisco Mendes da Silva. Os interesses dos seus clientes são defendidos no comentário político televisivo na SIC por Lobo Xavier que comenta toda a actividade política e económica sem que os telespectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil, ao BPI e a outros tantos interesses.

É também destas sociedades de causídicos que sai a legislação que mais prejudica os portugueses, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaborada na “Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva”, a que dão corpo e nome os socialistas Vera Jardim e Jorge Sampaio. Vera Jardim, que debate na rádio com Morais Sarmento, da já citada PLMJ. E até os interesses estrangeiros mais obscuros são representados por estas sociedades. A “Uria Menendez” vem defendendo, através do todo-poderoso Daniel Proença de Carvalho os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e Sócrates. Proença faz comentário político na rádio sem revelar quem serve. Preside à Administração do “Jornal de Notícias” e pode assim censurar as vozes incómodas aos negócios dos seus clientes.

As sociedades de advogados são, em Portugal, as irmandades perversas do regime, as verdadeiras sociedades secretas. Fazem Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. E os seus membros actuam disfarçados.

Paulo Morais
http://frentecivica.blogspot.pt/

Será que esta gente tem coragem de prejudicar o seu povo?
 

segunda-feira, 27 de março de 2017

VERGONHA

Vergonha? Disse vergonha?
Por Helena Matos


Quando a sala socialista rompeu num aplauso após Mariana Mortágua ter defendido o seu modelo leninista de confisco, estamos perante um facto que nos vai marcar no futuro: o PS deixou de ser confiável.

“Temos de perder a vergonha e ir buscar a quem está a acumular dinheiro”. Quando Mariana Mortágua acabou de pronunciar esta frase “a sala socialista rompeu num aplauso.” Repito “rompeu num aplauso”.

E agora? A boçalidade de quem olha para a sociedade numa perspetiva recoletora subjacente ao raciocínio de Mariana Mortágua é evidente e nada tem de novo.Para a esquerda radical, de que a deputada faz parte, a riqueza não se gera, caça-se.
Em algum lado a presa/riqueza há-de estar: antes nacionalizava-se e ocupava-se. Agora taxa-se. Alguma vez a esquerda radical concebeu outra forma de governo e de financiamento que não passe pelo confisco? Primeiro dos banqueiros, dos latifundiários, dos capitalistas, das multinacionais e dos grandes grupos económicos que iam pagar a revolução, o socialismo à portuguesa, a aliança com o Terceiro Mundo e os países não-alinhados…
Depois, quando os banqueiros e os capitalistas ficaram descapitalizados, os grandes grupos económicos sucumbiram às mãos da incapacidade das comissões ditas de gestão e desapareceram o Terceiro Mundo mais os países não-alinhados, já seriam apenas os ricos a pagar agora não a revolução mas sim a crise. Havia sempre ricos. Muito ricos. Lucros fabulosos… Agora já vamos simplesmente em quem poupa. Ou, parafraseando Mariana Mortágua, em “quem está a acumular dinheiro”.
Mas será acumular muito ou pouco? Ou este ano incide-se em quem acumulou muito e para o ano que vem ataca-se quem acumulou um pouco menos? Afinal é a própria atitude burguesa do acumular para transmitir aos filhos – e ser muito ou pouco não interessa – que está em causa. Qual o limite? Não há. Porque cada vez vão precisar de mais dinheiro e cada vez ele será mais escasso. Vão multiplicar-se os dias de manicómio como aquele em que de manhã nos é anunciado um imposto para os “proprietários ricos” pelo BE, à tarde o PCP declara que também tem uma proposta para outro imposto sobre o imobiliário e de caminho, para que não nos falte nada, o PAN pretende obrigar a toque de multas os proprietários a aceitar animais em casa e a CML discute a responsabilização dos proprietários dos prédios afetados pelos grafitis. (A estes, não lhes bastando já terem a sua propriedade desfigurada ainda vão passar a ter de avisar rapidamente a autarquia do ocorrido cujos técnicos sabiamente decidirão se se está perante um caso de arte urbana, que o proprietário ainda se arrisca a ter de conservar, ou de vandalismo que acabará a ter de reparar).

Os únicos que se podem chocar com o primarismo civilizacional das palavras da deputada Mariana Mortágua são aqueles que se quiseram enganar. Que acreditaram e quiseram fazer acreditar que o Louçã que fala com tanta assertividade nas televisões privadas e que agora até põe gravata para ir ao Conselho de Estado, que a deputada Mortágua que até tinha estudado em Londres mais a Catarina que é tão simpática… não tinham nada a ver com aquela loucura de 1975 nem com outras loucuras acontecidas antes e depois noutros lugares do mundo.
Ora a esquerda radical não mudou nada. Simplesmente costumizou-se para televisão ver: os maoistas e trotsquistas deixaram de ler Mao e Kadhafi e já não fazem protestos à porta dos festivais de cinema e outros desfiles. Puseram laço, tornaram-se fashion e na passadeira vermelha debitam contra a austeridade ou outro assunto que bate sempre bem com as luzinhas, como os refugiados, a fome, a discriminação das mulheres (no mundo cristão, naturalmente, porque quanto ao muçulmano o caso é bem outro). Os estalinistas, para mais libertos do embaraço da URSS, organizam festivais com rock como música de fundo para criticar a exploração dos trabalhadores no regime capitalista…

Na verdade, como acontece com os fanáticos de todos os tempos, eles são os donos das palavras e nunca são confrontados com a barbárie implícita aos seus atos mas tão só com a bondade das intenções que apregoam. Esta gente, cujas ideias só geraram pobreza, totalitarismo e atraso, esta gente que nunca criou um posto de trabalho, que vive do Estado e para controlar o Estado, goza, com a conivência de todos nós, do direito a falar em nome de todos aqueles cujas vidas literalmente desgraçam. Apresentar Arménio Carlos ou Jerónimo de Sousa como defensores dos trabalhadores faz tanto sentido quanto aplaudir aquelas delegações unicamente compostas por homens que a Arábia Saudita envia às conferências sobre os direitos das mulheres. Não sei se na Arábia Saudita se acha normal o inaudito dessas representações mas sei que aqui estes homens cujo único propósito é blindar os privilégios da sua seita são todos os dias apresentados como representantes dos desfavorecidos.

Logo, não houve nada de novo nas palavras de Mariana Mortágua. O que não quer dizer que naquela sala onde se tratava do tema “as esquerdas e as desigualdades” (a desigualdade, para mais pluralizada, vai ser o chavão dos próximos tempos) não tenha havido uma novidade. Uma novidade com que teremos de aprender a lidar no futuro: a destruição do PS enquanto partido democrático. Quando lemos que “a sala socialista rompeu num aplauso” após Mariana Mortágua ter apresentado o seu modelo leninista de sociedade, estamos perante um facto que nos vai marcar no futuro: o PS deixou de ser confiável.
Quando Mariana Mortágua declara “Temos de perder a vergonha” não fala de si mesma nem da sua gente, que em matéria de ir buscar dinheiro onde ele existe nunca tiveram vergonha alguma. Fala sim para o PS e só para o PS. Um PS que a extrema-esquerda acredita ter tomado por dentro. Dir-me-ão que o PS pelo contrário almeja engolir a extrema-esquerda. Mas essas são questões aritméticas que apenas aos próprios dizem respeito. Politicamente o caso é bem outro e afeta-nos a todos: que partido é este PS que rompe em aplausos após escutar uma proposta que até há alguns anos indignaria os seus dirigentes?
Dir-se-á que as pessoas que estavam naquela sala não representavam o PS. Que existe um PS que um dia quando este delírio acabar explica a Mariana Mortágua que um governo de bem não vai buscar dinheiro onde ele existe, antes propõe-se criar condições para que se gere mais riqueza.
Mas aí é que está a questão. Portugal está a pagar um preço muito caro por ter deixado o PS colocar o contador a zeros em 2011. Sócrates foi o que foi e os socialistas não só se calaram para lá do moralmente possível como rompiam em aplausos de cada vez que ele anunciava mais um cheque-bebé (onde andam esses cheques?), mais um TGV, mais não interessa o quê porque o que interessava era o evento. Agora mantêm-se em silêncio perante o grotesco do que se sabe sobre a vida de Sócrates mas não perdoam a Carlos Alexandre que faça o seu dever, tal como não o perdoaram a Souto Moura – em Portugal, os juízes só merecem respeito se não tocarem no PS; aí levam e não levam pouco.

Depois os socialistas fizeram de conta que não tinham sido eles a negociar o pedido de ajuda externa e andaram anos a gritar contra a troika como se a crise instalada no país tivesse sido uma criação de Passos Coelho. Agora, ao ouvirem Mariana Mortágua dizer-lhes para perderem a vergonha e abraçarem um modelo totalitário, romperam num aplauso. Um dia virá em que vão fazer de conta que não foi assim…
Sentados no poder, confortados pelas sondagens e descontraídos pelo silenciamento das corporações do protesto (momento norte-coreano esse de Mário Nogueira a manifestar o seu regozijo pelo feliz início do ano escolar!) os socialistas não sabem quando vai chegar o futuro – o momento em que o choque com a realidade se vai impor – mas querem acreditar que vão poder ser os primeiros a lutar contra aquilo que eles mesmos provocaram. Funcionou em 2011 e pode funcionar outra vez. Pois pode. E é precisamente aí que entra a vergonha ou mais precisamente a falta dela. Quando alguém perde a vergonha o problema maior não é dela mas sim dos outros. Ou de um país.
DEVEM OBRIGAR A DEVOLVER O DINHEIRO DAS LUVAS A TODA A ESCUMALHA MORAL QUE SE ABOTOUO COM TANTOS MILHÕES.