quinta-feira, 30 de junho de 2016

PARA ONDE CAMINHAMOS?

Concordo !

"Concordo com o comentário e concordo com a proposta !
Se também concordam, por favor, reenviem !"

"José António Saraiva ,   Aqui está a realidade
 
Há diversas provas de que a nossa civilização está a chegar ao fim. Uma delas consiste na perda de referências que durante séculos permitiram organizar o pensamento.

Isso verifica-se na pintura, por exemplo. Quando era figurativa, a pintura tinha um referencial – que era a realidade. Era possível dizer se um quadro estava ‘bem’ ou ‘mal’ pintado, confrontando-o com a realidade que pretendia retratar. Claro que isso não bastava. Tinha de haver algo mais, um estilo, um toque de génio que diferenciasse um pintor dos outros. Mas esse ‘referencial da realidade’ perdeu-se. Hoje temos quadros todos pretos ou todos brancos. Não é possível saber se estão bem ou mal pintados.

E o mesmo pode dizer-se para a escultura, para a literatura, para o cinema ou para a música.

A melodia – ou seja, uma linha de continuidade que o ouvinte seguia e ia acompanhando – desapareceu da maior parte das músicas contemporâneas. Muitas delas são conjuntos de sons dispersos, aparentemente sem ligação entre si.

E na escrita verifica-se o mesmo. Um romance contava uma história – que podia ser a história de uma pessoa, de uma família ou de um grande amor. Mas muitos dos romances que hoje se escrevem não têm história. As frases são agrupamentos de palavras que podem fazer ou não sentido. Também aqui o ‘referencial da realidade’ desapareceu. Não se pode dizer se a história é boa ou má, verosímil ou inverosímil, porque deixou de haver história.

E com o cinema passa-se a mesmíssima coisa. O chamado ‘enredo’ perdeu-se. O filme negro de João César Monteiro é o exemplo extremo de não-cinema.

Mas não só nas artes se perderam as referências. Em muitas outras áreas se nota essa ausência de nexo, ou de sentido, ou de lógica. Por exemplo, nos cabelos cuidadosamente despenteados; na fralda da camisa por fora das calças; nos sapatos a que se retiram os atacadores. Tudo sinais que pretendem transmitir às pessoas um ar negligé, desimportado, de desprezo em relação às convenções – mas que no fundo representam exatamente o contrário: um seguidismo cego em relação à moda…

Neste tema da falta de sentido das coisas – ou de uma cultura do absurdo – o exemplo mais ridículo são as calças rotas. As calças compradas na loja já rotas constituem o exemplo máximo de uma civilização que chegou ao fim da linha e já não consegue inventar mais nada. Então põe-se a rasgar deliberadamente a roupa nova. É o nonsense no seu máximo esplendor!

Tudo começou com os ‘jeans lavados’.
  Quando os bluejeans apareceram, tinham naturalmente a cor da ganga azul. E assim viveram uns bons anos. Mas a dada altura alguém se lembrou de dar aos jeans novos um ar usado – e aí apareceram nas lojas os ‘jeans lavados’. Os jeans novos, com ar de acabadinhos de sair da fábrica, tornaram-se um sinal de parolice, de pessoa pouco ‘vivida’. E os jovens queriam parecer ‘vividos’...

Mas, como todas as modas, os jeans lavados banalizaram-se – obrigando os criadores a puxarem pela cabeça. Mas não tiveram grande imaginação. Dos ‘jeans lavados’ passaram aos ‘jeans puídos’, ou seja, gastos em certas zonas para parecerem muito usados. E a machadada final foram os rasgões. Primeiro nos joelhos, mas depois em toda a parte. Hoje vêem-se jeans a que faltam praticamente as coxas – substituídas por gigantescos buracões! As pessoas que as vestem tornam-se cómicas. Dão imensa vontade de rir, parecendo palhaços pobres!

Entretanto, para dar algum sentido útil a uma moda sem sentido nenhum, arrisco-me a fazer uma sugestão. Sugiro às empresas de confeção têxtil que façam convénios com ONGs atuando em países do terceiro mundo para enviarem para lá jeans novos – recebendo em troca jeans velhos e usados. Que têm mais valor do que os que se vendem nas lojas, porque foram envelhecidos pelo uso e não de modo artificial. E que podem inclusive ter andado na guerra, exibindo rasgões feitos em combate ou mesmo buracos de balas. 
Que tal?
Os consumidores ocidentais poderiam satisfazer a sua ânsia de frivolidade – e as populações desses países pobres teriam o prazer de usar calças novas."

E os fundilhos das calças quase junto dos joelhos?

LICENCIATURAS DA LOJA DOS 300

Em destaque
Tribunal
retira licenciatura a Miguel Relvas
Tribunal retira licenciatura a Miguel Relvas
SE FOSSEM FEITAS MAIS PESQUISAS HAVIA MUITA GENTE QUE FICAVA SEM «
CANUDO».
14:08 - 30 de junho de 2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

HUMANOS DIREITOS OU DIREITOS HUMANOS?

---------- Mensagem encaminhada ----------
Data: 24 de junho de 2016 às 10:12
Assunto: Carta de uma mãe (INVERSÃO DE VALORES RTP1)
Para:



INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:

De mãe para mãe...

Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...

Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive

aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.

Se ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.

No próximo domingo, enquando você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...

Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta inversão de valores que assola Portugal e não só...

Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos"

--
José Eutíquio
jose@eutiquio.com







--
 
Com os meus melhores cumprimentos
Herminio Borges

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O TRIUNO DOS PORCOS

O espião reintegrado e o triunfo dos porcosNotável artigo,este.

Repasso, concordando 100% com o teor desta crónica, que deve ser lida por todos.



O espião reintegrado e o triunfo dos porcos
Há coisas que me têm de explicar muito devagarinho, a ver se eu entendo. Parece que há uma lei de 2007 (de Sócrates, o magnífico) que diz que um espião com mais de seis anos de casa tem emprego assegurado o resto da vida. Faça o que fizer? Perguntar-se-á - parece que sim.
Em função dessa lei, o espião Jorge Silva Carvalho foi agora reintegrado na presidência do Conselho de Ministros, com direito a assinatura de Passos Coelho e Vítor Gaspar e com o salário base que auferia quando era diretor do SIS. Para fazer o quê? Ah! Bom isso não sabemos, porque ainda ninguém sabe o que pode lá fazer o espião (embora ideias não me faltem).
Pronto a notícia está arrumada. A Lei é lei que se há de fazer? Etc. e tal.
Mas espera aí! Não foi este Governo que anunciou que vão uma série de funcionários para a rua?
Mas espera aí: Não é este o funcionário exemplar que está acusado de abuso de poder, violação de segredo de Estado e acesso indevido a dados pessoais? O tal que espiou um jornalista, deu informações privilegiadas a uma empresa e chegou a mandar espiar a ex-mulher de um amigo?
Mas espera aí! Não foi este mesmo Jorge Silva Carvalho que se demitiu das secretas em Novembro de 2010, nas vésperas de uma cimeira da NATO em Portugal, por discordar do corte de verbas?
Mas espera aí! Não foi este o espião que depois arranjou emprego no Conselho de Administração de uma, então prospérrima empresa privada que ia comprar meio mundo (e ao serviço da qual, suspeita-se, colocou os seus dotes de espião)?
Não deve ser. Deve ser outro Jorge Silva Carvalho. Porque se fosse o mesmo - e estando o Governo a meter funcionários na rua - começaria por este. Que já se demitiu! Que quis mudar de vida. Que passou do Estado para a privada por vontade própria! Que é arguido por ter prejudicado o próprio Estado.
Deve ser outro, porque o Governo não é assim tão escrupuloso na lei, quando se trata de pensionistas, reformados, assalariados, desempregados, pessoas - digamos - normais.
Deve ser outro, porque este era amigo do dr. Relvas e o dr. Passos Coelho, como se sabe, não beneficia os amigos nem os amigos dos amigos, nem sequer os amigos dos amigos dos amigos.
Mas nem vale a pena fazer comentários. George Orwell, no seu magnífico livro 'O Triunfo dos Porcos' (em inglês Animal's Farm) escreve a célebre frase: "Todos somos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros". Parece que os porcos não triunfaram só na quinta imaginada por Orwell.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

QUE MISÉRIA DE SÁBIOS?

LÍNGUAPORTUGUESA
ISTO É SÓ PARA AJUDAR 
QUEMTÊM DÚVIDAS SOBRE ESTA MATÉRIA
Português
Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão actual:
A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta... 
Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.

 
Ainda nesta semana, escutei Helena Roseta dizer : «Presidenta!», retorquindo ao comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação...

 

A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho: 

Uma belíssima aula de português. 

Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta. 

A presidenta foi estudanta? 

Existe a palavra: PRESIDENTA? 

Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?! 

No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... 
Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.. 

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. 

Portanto, em Português correcto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta"; diz-se estudante, e não estudanta"; diz-se adolescente, e não "adolescenta"; diz-se paciente, e não "pacienta". 

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
 

 "A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, reenvieessa informação...

terça-feira, 21 de junho de 2016

REQUIEM PELO ACORDO ORTOGRÁFICO






             *Era uma vez um Acordo*

*           Que de tão mal acordado*

*           Causou zanga e confusão*

*           Deixou tudo baralhado*



*           O cágado ficou cagado,*

*           Coitado do animal*

*           Tão envergonhado estava*

*            Que deixou de dar sinal*



*            Os egitos no Egito*

*            Não sabiam que fazer*

*            Se ficar pelas pirâmides*

*            Se beber para esquecer*



*           O junho ficou minúsculo*

*           Todos os outros também     *

*           Gritava o dezembro, fulo:*

*           - Sou agora um Zé-Ninguém !*



*            O pára passou a para*

*            Mas que grande confusão*

*            O trânsito ficou parado*

*            Andava-se em contramão*



*          O pêlo chamado pelo*

*          E já ninguém se entendia*

*          Uns rezavam ao Diabo*

*          Outros à Virgem Maria*



*           O facto ficou de fato*

*           Mas não lhe serviu de nada*

*           E reclamava sempre:*

*          - Sem o meu “ c” não sou nada!*



*           A receção sem o “p”*

*          Sentia-se mesmo mal*

*          Andava tão chateada*

*          Que foi para tribunal.*



*           - Que saudades  do meu “c”!*

*           Lamentava-se o noturno*

*           Grande farrista que era*

*           Tornou-se muito soturno.*



*          Espetadas e espetadinhas*

*          Fugiam dos espetadores*

*          Tinham fama de sexistas*

*           Os desonestos senhores*



*           Vivesse o douto poeta*

*           Homem de bom critério*

*           Diria hoje decerto:*

*          - Vós que lá do vosso império*

*           Decretais Acordo novo*

*           Calai-vos, que pode o povo*

*           Querer um Português a sério!*






*   Teresa Duarte Soares*

*    Nuremberga, Alemanha*

*     19.05.2016*

segunda-feira, 20 de junho de 2016

MISERERE NOBIS

inconformados... 
                     e sem Forças para VENCER !....
 
       De vez em quando - e pena é que seja só de vez em quando - 
aparecem-nos textos que, depois de lidos, apetece relê-los
 Só não se percebe é porque o autor não dá a cara, tanto mais que qualquer de nós é certo que não desdenharia de o ter escrito.
PORTUGAL: QUE FUTURO ?
Trinta e cinco anos de vida. 
Filho de gente humilde. Filho da aldeia. Filho do trabalho. 
Desde criança fui pastor, matei cordeiros, porcos e vacas, montei móveis, entreguei roupas, fui vendedor ambulante, servi à mesa e ao balcão. Limpei chãos, comi com as mãos, bebi do chão e nunca tive vergonha.
Na aldeia é assim, somos o que somos porque somos assim.
Cresci numa aldeia que pouco mais tinha que gente, trabalho e gente trabalhadora.
Cresci rodeado de aldeias sem saneamento básico, sem água, sem luz, sem estradas e com uma oferta de trabalho árduo e feroz.
Cresci numa aldeia com valores, com gente que se olha nos olhos, com gente solidária, com amigos de todos os níveis, com família ali ao lado.
Cresci com amigos que estudaram e com outros que trabalharam.
Os que estudaram, muitos à custa de apoios do Governo, agora estão desempregados e a queixarem-se de tudo. Os que sempre trabalharam lá continuam a sua caminhada, a produzir para o País e a pouco se fazerem ouvir, apesar de terem contribuído para o apoio dos que estudaram e a nada receberem por produzir.
Cresci a ouvir dizer que éramos um País em Vias de Desenvolvimento e ... de repente éramos já um País Desenvolvido, que depois de entrarmos para a União Europeia o dinheiro tinha chegado a "rodos" e que passamos de pobretanas a ricos "fartazanas".
Cresci assim, sem nada e com tudo.
E agora, o que temos nós?
1.       Um país com duas imagens.
·         A de Lisboa: cidade grandiosa, moderna, com tudo e mais alguma coisa, o lugar onde tudo se decide e onde tudo se divide, cidade com passado, presente e futuro.
·         E a do interior do país, território desertificado, envelhecido, abandonado, improdutivo, esquecido, pisado.
1.       Um país de vícios.
·         Esqueceram-se os valores, sobrepuseram-se os doutores.
·         Não interessa a tua história, interessa o lugar que ocupas.
·         Não interessa o que defendes, interessa o que prometes.
·         Não interessa como chegaste lá, mas sim o que representas lá.
·         Não interessa o quanto produziste, interessa o que conseguiste.
·         Não interessa o meio para atingir o fim, interessa o que me podes dar a mim.
·         Não interessa o meu empenho, interessa o que obtenho.
·         Não interessa que critiquem os políticos, interessa é estar lá.
·         Não interessa saber que as associações de estudantes das universidades são o primeiro passo para a corrupção activa e passiva que prolifera em todos os sectores políticos, interessa é que o meu filho esteja lá.
·         Não interessa saber que as autarquias tenham gente a mais, interessa é que eu pertença aos quadros.
·         Não interessa ter políticos que passem primeiro pelo mundo do trabalho, interessa é que o povo vá para o diabo.
1.       Um país sem justiça.
·         Pedófilos que são condenados e dão aulas passados uns dias.
·         Pedófilos que por serem políticos são pegados em ombros, e juízes que são enviados para as catacumbas do inferno.
·         Assassinos que matam por trás e que são libertados passados sete anos por bom comportamento!
·         Criminosos financeiros que sempre escapam por motivos que nem ao diabo lembram.
·         Políticos que passam a vida a enriquecer e que jamais têm problemas ou alguém questiona tais fortunas.
·         Políticos que desgovernam um país e que, entre outros, "emigram" para Bruxelas e Paris, a par dos que se mantém ainda ativos. 
·         Bancos que assaltam um país e que o povo ainda ajuda a salvar.
·         Um povo que vê tudo isto e entra no sistema, pedindo favores a toda a hora e alimentando a máquina que tanto critica e chora.
1.       Um país sem educação.
·         Quem semeia ventos colhe tempestades.
·         Numa época em que a sociedade global apresenta níveis de exigência altamente sofisticados, em Portugal a educação passou a ser um circo.
·         Não se podem reprovar meninos mimados.
·         Não se pode chumbar os malcriados.
·         Os alunos podem bater e os professores nem a voz podem levantar.
·         Entrar na universidade passou a ser obrigatório por causa das estatísticas.
·         Os professores saem com os alunos e alunas e os alunos mandam nos professores.
·         Ser doutor, afinal, é coisa banal.
1.       Um país que abandonou a produção endógena.
·         Um país rico em solo, em clima e em tradições agrícolas que abandonou a sua história.
·         Agora o que conta é ter serviços sofisticados, como se o afamado portátil fosse a salvação do país.
·         Um país que julga que uma mega fábrica de automóveis dura para sempre.
·         Um país que pensa que turismo no Algarve é que dá dinheiro para todos.
·         Um país que abandonou a pecuária, a pesca e a agricultura.
·         Que pisa quem ainda teima em produzir e destaca quem apenas usa gravata.
·         Um país que proibiu a produção de Queijo da Serra artesanal na década de 90 e que agora dá prémios ao melhor queijo regional.
·         Um país que diz ser o do Pastel de Belém, mas que esquece que tem cabrito de excelência, carne mirandesa maravilhosa, Vinho do Porto fabuloso, Ginjinha deliciosa, Pastel de Tentugal tentador, Bolo Rei português, Vinho da Madeira, Vinho Verde, lacticínios dos Açores e Azeite de Portugal para vender…
·         E tanto, tanto mais... que sai da terra e da nossa história.
1.       Um país sem gente e a perder a alma lusa.
·         Um país que investiu forte na formação de um povo, em engenharias florestais, zoo técnicas, ambientais, mecânicas, civis, em arquitectos, em advogados, em médicos, em gestores, economistas e marketeers, em cursos profissionais, em novas tecnologias e em tudo o mais, e que agora fecha as portas e diz para os jovens emigrarem.
·         Um país que está desertificado e sem gente jovem, mas com tanta gente velha e sábia que não tem a quem passar tamanha sabedoria.
·         Um país com jovens empreendedores que desejam ficar, mas são obrigados a partir.
·         Um país com tanto para dar, mas com o barco da partida a abarrotar.
·         Um país sem alma, sem motivação e sem alegria.
·         Um país gerido por porcaria.
 
E agora, vale a pena acreditar?
Vale. Se formos capazes de participar, congregar novos ideais sociais e de mudar.
Porquê acreditar?
Porque oitocentos anos de história, construída a pulso, não se destroem em tempo algum . Porque o solo continua fértil, o mar continua nosso, o sol continua a brilhar e a nossa alma, ai a nossa alma, essa continua pura e lusitana e cada vez mais fácil de amar.

sábado, 18 de junho de 2016

UM POVO FELIZ

Assunto: Fwd: FW: Os portugueses, um povo feliz.


http://blog.opovo.com.br/portugalsempassaporte/wp-content/uploads/sites/42/2013/12/Portugal-feliz.jpg
 
OS PORTUGUESES, UM POVO FELIZ

LISBOA 16/05/16 – Segundo um estudo do Prof. José Colmeia vindo recentemente a público, os portugueses já podem ser felizes porque têm quem trate,
por eles, das suas coisas  e, por isso, não têm de se preocupar ou incomodar com elas, nem têm de dizer mal de si próprios por aquilo que fariam com elas. Os portugueses podem agora apreciar e gozar “il dolce far niente” pois, de facto:
 
  • Da sua banca tratam os espanhóis.
  • Da sua electricidade tratam os chineses.
  • Dos seus combustíveis tratam os angolanos.
  • Da sua TAP tratam os brasileiros.
  • Dos seus aeroportos e espaço aéreo tratam os franceses
  • Do seu correio tratam os ingleses, franceses, alemães e noruegueses.
  • Das suas comunicações tratam os angolanos e os franceses.
  • Da sua moeda trata o Banco Central Europeu.
  • Da sua economia trata o Euro-grupo.
  • Do seu governo trata a Comissão da União Europeia.

O Estudo mostra também que os portugueses estão muito felizes por terem tantos amigos estrangeiros a tratar das suas coisas e que nunca irão perdoar ao PM António não ter deixado:

 
  • os mexicanos tratar do Metro de Lisboa e da Carris.
  • os franceses tratar do Metro do Porto
  • os espanhóis tratar dos Transportes Colectivos do Porto.

porque tal significaria mais descanso e mais tranquilidade que os portugueses  teriam quanto ao tratamento das suas coisas. Foi um acto imperdoável não os deixar tratar dessas nossas coisas aliviando-nos desse incómodo.
O estudo do Prof. Colmeia assinala ainda que os poucos portugueses que ainda tratam das poucas coisas portuguesas que restam para eles tratar fazem um esforço para se parecerem com os amigos estrangeiros e, para isso, têm vindo a fixar residência na Holanda.

 
 
CVP – Agência de Notícias
 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

BANQUEIROS E POLÍTICOS. QUE SALADA!

Os banqueiros prodigiosos

Autor
855
54
Dizem-nos que um inquérito à CGD será “destrutivo”. É melhor não sabermos nada? A confiança em Portugal já só pode estar fundada na ignorância? Tudo começa a parecer-se com um fim de regime.
Se precisássemos de demonstrar como todos as discussões políticas dos últimos anos não corresponderam a verdadeiras divergências, mas a simples chicana oportunista, estas últimas semanas teriam fornecido todas as provas necessárias. Porque subitamente, só porque mudou o governo, tudo o que era mau tornou-se bom, e vice-versa. Ainda se lembram de quando mandar os professores emigrar era crime? Ainda se lembram de quando discutir a situação da banca era uma urgência nacional, e fazer inquéritos a bancos era o desporto mais popular a seguir ao futebol? Agora, discutir é “destabilizar”, inquirir é “perseguir”, e mandar emigrar professores já não é mandar emigrar professores.
E que aconteceu às velhas soluções infalíveis? Desde a crise financeira de 2008, que nos explicam que o problema é a banca, e que o problema da banca é não ser do Estado. Se a banca estivesse na mão prudente dos ministros em vez de na garra ávida dos banqueiros, não haveria remunerações escandalosas, créditos mal parados, despedimentos, nem, acima de tudo, injecções de capital à custa do contribuinte. Ouvimos isto a propósito do BPN, do BES, e do BANIF. Então, porque é que o banco do Estado nos vai custar mais dinheiro do que todos os bancos privados juntos?
A situação da CGD não é acidental. Se o Estado fosse a solução, nunca teria havido qualquer crise bancária. Porque a característica principal do actual regime é, na banca e noutros sectores, a diluição da fronteira entre o público e o privado. A banca é a divisão mais regulada e mais politizada da economia. Os chamados bancos privados resultaram do engenho dos governos nas décadas de 1980 e de 1990, quando convidaram banqueiros, lhes proporcionaram concursos, e arranjaram parceiros internacionais. Quase tudo na banca portuguesa começou e acabou em conversas com ministros e primeiros-ministros. A lenda de que os banqueiros andaram à solta é uma invenção conveniente. Mas os governos fizeram os bancos, tal como fizeram o Estado social e a prosperidade do país, recorrendo ao petróleo que descobriram na década de 1990 – o crédito barato da integração monetária. Quando esse crédito acabou, começaram os problemas – no Estado, na banca, nas empresas e nas famílias, porque tudo dependia da dívida, como nas monarquias da Arábia todos dependem do petróleo. Foi o sistema que o poder criou.
Agora, a propósito da banca, fala-se de reestruturação e de “governance”. Terá havido erros, más práticas, e até azar? Provavelmente. Mas acima de tudo, houve projectos de poder. A OPA do governo de José Sócrates sobre os bancos e as maiores empresas portuguesas já foi descrita (como aqui, por Pedro Lomba), embora nunca investigada. A CGD terá sido um instrumento fundamental da tentativa socrática de fazer coincidir poder político, poder económico e poder mediático — uma espécie de PREC de gabinete, secreto, mas não menos devastador do que o de 1975. Parte do dinheiro perdido da CGD parece representar o custo dessa aventura, como notou ontem João Miguel Tavares. Mas a ganância nunca poderia ter ido tão longe se não estivesse legitimada por uma convicção: a de que a política pode e deve substituir-se à economia. Demasiados políticos se julgaram banqueiros prodigiosos. Fizeram os bancos, e depois acreditaram que eles, mais do que ninguém, saberiam distribuir os créditos bancários.
Foi este o regime de que a CGD parece ter sido o coração financeiro, a crer nas listas de imparidades. Dizem-nos agora que um inquérito será “destrutivo”. É então melhor não sabermos nada? A confiança em Portugal já só pode estar fundada na ignorância? Tudo começa a parecer-se demasiado com um fim de regime.