SÓ UM ÓDIO VISCERAL E PROFUNDO AOS PORTUGUESES PODE JUSTIFICAR QUE PASSOS COELHO NOS QUEIRA ELIMINAR DE VEZ.
TODAS AS MEDIDAS POR ELE TOMADAS VISAM O ÊXODO OU A ANIQUILAÇÃO SOCIAL , CULTURAL E ECONÓMICA DA POPULAÇÃO.
ACABAM-SE AS BOLSAS AOS CIENTISTAS E PONTAPEIA-SE DAQUI PARA FORA PESSOAS ALTAMENTE QUALIFICADAS.
ENTRETANTO CRIAM-SE «VISTOS-TALENTO PARA A INVESTIGAÇÃO, ARTISTAS E EMPREENDEDORES, IMIGRANTES DE PRIMEIRA» E VISTOS GOLD PARA MULTIMILIONÁRIOS ESTRANGEIROS.
PARAFRASEANDO O TÍTULO DO FILME " ESTE PAÍS NÃO É PARA "IDOSOS DIREI QUE ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS, NÃO É PARA NOVOS, NÃO É PARA CIENTISTAS, NÃO É PARA ARTISTAS, NÃO É PARA PESSOAS HONESTAS E TRABALHADORAS.
ESTE PAÍS É PARA UMA CORJA DE CHICOS ESPERTOS ASSOCIADOS A NEGOCIATAS ECONÓMICAS QUE VISAM O ENRIQUECIMENTO DE UMA MINORIA À CUSTA DO CRESCENTE EMPOBRECIMENTO NACIONAL.
Eduarda Pinheiro in Visão n.º 1093
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
A Coadoção
- Serão justas as leis da coadopção?... Um assunto a meditar.
A COADOPÇÃO DA TERESINHA !
Erro! Nome de ficheiro não especificado. - "A TERESINHA"
1 – A Teresinha tinha 6 anos quando a mãe, vítima de cancro da mama, faleceu. Desde o ano de idade que vivia com a mãe, perto dos avós e dos tios maternos. Foram estes a passar mais tempo com ela, durante a doença da mãe. Acima de tudo os primos... de quem tanto gostava, e com quem brincava longas horas…
2 – Durante estes 5 anos teve sempre um relacionamento saudável com o pai. O facto de o pai viver com um companheiro, o Jorge, nunca foi motivo de comentário. Contudo, desde os tempos do divórcio, o pai e os avós maternos ficaram de relações cortadas.
Após o óbito da mãe, a Teresinha foi viver com o pai, e com o Jorge.
3 – Os avós maternos receberam então uma notificação para comparecer em Tribunal onde lhes foi comunicado que a sua "neta" tinha sido coadoptada pelo companheiro do pai, pelo que deixava de ser sua neta. Foi-lhes explicado que por efeito da coadopção os vínculos de filiação biológica cessam.
É o regime legal aplicável (art. 1.986.º do C.C. – "Pela adopção plena, extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus ascendentes e colaterais naturais").
Nada podiam fazer. Choraram amargamente a perca desta neta (depois da filha) que definitivamente deixariam de ver e acompanhar.
A Teresinha que tinha perdido a mãe, perdia também os avós, os tios e os primos de quem tanto gostava. Nunca mais pôde brincar com aqueles primos ou fazer viagens com o tio Zé e a tia Sandra que eram tão divertidos. A Teresinha tinha muitas saudades daquelas pessoas que nunca mais vira.
Não percebia porque desapareceu do seu nome o apelido "Passos" (art. 1.988.º n.º1 – "O adoptado perde os seus apelidos de origem").
4 – Um dia perguntou ao pai porque mudara de nome. Foi-lhe dito que agora tinha outra família. Não percebeu e, calou… Na escola, via que os outros meninos tinham uma mãe e um pai, mas ela não.
2 – Durante estes 5 anos teve sempre um relacionamento saudável com o pai. O facto de o pai viver com um companheiro, o Jorge, nunca foi motivo de comentário. Contudo, desde os tempos do divórcio, o pai e os avós maternos ficaram de relações cortadas.
Após o óbito da mãe, a Teresinha foi viver com o pai, e com o Jorge.
3 – Os avós maternos receberam então uma notificação para comparecer em Tribunal onde lhes foi comunicado que a sua "neta" tinha sido coadoptada pelo companheiro do pai, pelo que deixava de ser sua neta. Foi-lhes explicado que por efeito da coadopção os vínculos de filiação biológica cessam.
É o regime legal aplicável (art. 1.986.º do C.C. – "Pela adopção plena, extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus ascendentes e colaterais naturais").
Nada podiam fazer. Choraram amargamente a perca desta neta (depois da filha) que definitivamente deixariam de ver e acompanhar.
A Teresinha que tinha perdido a mãe, perdia também os avós, os tios e os primos de quem tanto gostava. Nunca mais pôde brincar com aqueles primos ou fazer viagens com o tio Zé e a tia Sandra que eram tão divertidos. A Teresinha tinha muitas saudades daquelas pessoas que nunca mais vira.
Não percebia porque desapareceu do seu nome o apelido "Passos" (art. 1.988.º n.º1 – "O adoptado perde os seus apelidos de origem").
4 – Um dia perguntou ao pai porque mudara de nome. Foi-lhe dito que agora tinha outra família. Não percebeu e, calou… Na escola, via que os outros meninos tinham uma mãe e um pai, mas ela não.
5 – Quando chegou aos 16 anos de idade foi ao ginecologista, sozinha. Ficou muito embaraçada com as perguntas que lhe foram feitas sobre os seus antecedentes hereditários maternos. Nada sabia. Percebeu que o médico não a podia ajudar na prevenção de varias doenças... Estava confusa. Nada sabia da mãe. Teria morrido? Teria abandonado a filha?
6 – Até que um dia descobriu em casa, na gaveta de uma cómoda, um conjunto de papéis em cuja primeira pagina tinha escrito SENTENÇA. E leu... que "o superior interesse da criança impunha a adopção da menor pelo companheiro do pai, cessando de imediato os vínculos familiares biológicos maternos, nos termos do disposto no art. 1.986.º do C.C., tal como o apelido materno (Passos) (art. 1.988.º n.º1 do C.C.) que era agora substituído por... Tudo por remissão dos arts. X.º a Y.º da Lei Z/2013.
6 – Até que um dia descobriu em casa, na gaveta de uma cómoda, um conjunto de papéis em cuja primeira pagina tinha escrito SENTENÇA. E leu... que "o superior interesse da criança impunha a adopção da menor pelo companheiro do pai, cessando de imediato os vínculos familiares biológicos maternos, nos termos do disposto no art. 1.986.º do C.C., tal como o apelido materno (Passos) (art. 1.988.º n.º1 do C.C.) que era agora substituído por... Tudo por remissão dos arts. X.º a Y.º da Lei Z/2013.
7 – O que mais a impressionara naquele escrito foi o facto de que quem a escrevia parecia estar contrariado com a decisão que estava a tomar. E, a dado passo escrevia "Na verdade, quando da discussão da lei Z/2013 na Assembleia da Republica o Conselho Superior da Magistratura e a Ordem dos Advogados emitiram parecer desfavorável à solução legislativa que agora se aplica. Porém, "Dura lex sede lex". A Teresinha não percebeu...
8 – Durante anos procurou a Família materna, em vão... Mas rapidamente consultou os Diários da Assembleia da Republica onde constavam os nomes dos deputados que tinham aprovado aquela lei que lhe tinha roubado os mimos da avó Rosa, as brincadeiras do avô Joaquim... e os primos.
A Teresinha queria voltar ao tempo destes, que são sangue do seu sangue, mas não pode porque esses anos foram-lhe usurpados. Vive numa busca incessante pela sua identidade. Se as outras raparigas da sua idade sabem das doenças que a mãe e o pai tiveram, porque é que ela não pode saber? Porque lhe negam esse direito?
8 – Durante anos procurou a Família materna, em vão... Mas rapidamente consultou os Diários da Assembleia da Republica onde constavam os nomes dos deputados que tinham aprovado aquela lei que lhe tinha roubado os mimos da avó Rosa, as brincadeiras do avô Joaquim... e os primos.
A Teresinha queria voltar ao tempo destes, que são sangue do seu sangue, mas não pode porque esses anos foram-lhe usurpados. Vive numa busca incessante pela sua identidade. Se as outras raparigas da sua idade sabem das doenças que a mãe e o pai tiveram, porque é que ela não pode saber? Porque lhe negam esse direito?
9 – Leu então num livro que "a adopção é uma generosa forma de ajudar crianças a quem faltam os pais e a família natural para lhes dar um projecto de vida. A adopção é sempre subsidiária".
E perguntou – Onde está a minha família que nunca me faltou mas, de mim foi afastada por estatuição legal e decisão judicial?
A Teresa está muito triste.
10 – O pai e o Jorge entretanto divorciaram-se… e a Teresa é obrigada a ir passar os fins-de-semana a casa do Jorge… porque a Regulação das Responsabilidades Parentais assim o ditou.
11 – Teresinha, nós estamos aqui!
E perguntou – Onde está a minha família que nunca me faltou mas, de mim foi afastada por estatuição legal e decisão judicial?
A Teresa está muito triste.
10 – O pai e o Jorge entretanto divorciaram-se… e a Teresa é obrigada a ir passar os fins-de-semana a casa do Jorge… porque a Regulação das Responsabilidades Parentais assim o ditou.
11 – Teresinha, nós estamos aqui!
Isilda Pegado
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
VALE A PENA LER E MEDITAR...
Olhem que vale a pena ler…
Discurso do embaixador Guatemalteco: a verdadeira e a falsa dívida externa
" Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.
A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto.
Eis o discurso :
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!
Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.
Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.
No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
OS FILHOS DO 25 DE ABRIL
UMA OPINIÃO
Não confio na minha geração nem para se governar a si própria. E temo pela que se segue.
Filhos do 25 de Abril
26/04/2013 | 00:02 | Dinheiro Vivo
A geração que fez o 25 de Abril era filha do outro regime. Era filha da
ditadura, da falta de liberdade, da pobre e permanente austeridade e da 4.ª
classe antiga.
Tinha crescido na contenção, na disciplina, na poupança e a saber (os que à
escola tinham acesso) Português e Matemática.
A minha geração era adolescente no 25 de Abril, o que sendo bom para a
adolescência foi mau para a geração.
Enquanto os mais velhos conheceram dois mundos – os que hoje são avós e
saem à rua para comemorar ou ficam em casa a maldizer o dia em que lhes
aconteceu uma revolução – nós nascemos logo num mundo de farra e de festa,
num mundo de sexo, drogas e rock & roll, num mundo de aulas sem faltas e
de hooliganismo juvenil em tudo semelhante ao das claques futebolísticas mas
sob cores ideológicas e partidárias. O hedonismo foi-nos decretado como
filosofia ainda não tínhamos nem barba nem mamas.
A grande descoberta da minha geração foi a opinião: a opinião como princípio
2
e fim de tudo. Não a informação, o saber, os factos, os números. Não o fazer,
o construir, o trabalhar, o ajudar. A opinião foi o deus da minha geração. Veio
com a liberdade, e ainda bem, mas foi entregue por decreto a adolescentes e
logo misturada com laxismo, falta de disciplina, irresponsabilidade e
passagens administrativas.
Eu acho que minha geração é a geração do “eu acho”. É a que tem controlado
o poder desde Durão Barroso. É a geração deste primeiro-ministro, deste
ministro das Finanças e do anterior primeiro-ministro. E dos principais
directores dos media. E do Bloco de Esquerda e do CDS. E dos empresários do
parecer – que não do fazer.
É uma geração que apenas teve sonhos de desfrute ao contrário da outra que
sonhou com a liberdade, o desenvolvimento e a cidadania. É uma geração sem
biblioteca, nem sala de aula mas com muita RGA e café. É uma geração de
amigos e conhecidos e compinchas e companheiros de copos e de praia. É a
geração da adolescência sem fim. Eu sei do que falo porque faço parte desta
geração.
Uma geração feita para as artes, para a escrita, para a conversa, para a
música e para a viagem. É uma geração de diletantes, de amadores e
amantes. Foi feita para ser nova para sempre e por isso esgotou-se quando a
juventude acabou. Deu bons músicos, bons actores, bons desportistas, bons
artistas. E drogaditos. Mas não deu nenhum bom político, nem nenhum grande
empresário. Talvez porque o hedonismo e a diletância, coisas boas para a
escrita e para as artes, não sejam os melhores valores para actividades que
necessitam disciplina, trabalho, cultura e honestidade; valores, de algum
modo, pouco pertinentes durante aqueles anos de festa.
Eu não confio na minha geração nem para se governar a ela própria quanto
mais para governar o país. O pior é que temo pela que se segue. Uma geração
que tem mais gente formada, mais gente educada mas que tem como
exemplos paternos Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates, Passos
Coelho, António J. Seguro, João Semedo e companhia. A geração que aí vem
teve-nos como professores. Vai ser preciso um milagre. Ou então teremos que
ressuscitar os velhos. Um milagre, lá está.
Pedro Bidarra
Publicitário, psicossociólogo e autor
Escreve à sexta-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia
domingo, 9 de fevereiro de 2014
NINGUÉM SE VÊ A SI PRÓPRIO
Já lhe aconteceu, ao olhar para pessoas da sua idade, pensar: não posso estar assim tão velho(a)?!!!!
Veja o que conta uma amiga: - Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava exposto na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei-me de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha turma do Liceu, uns 30 anos atrás, e eu perguntei-me: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado na época? Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado... era demasiadamente velho para ter sido a minha paixão secreta. Depois de ele ter examinado o meu dente, perguntei-lhe se ele tinha estudado no Colégio Sacré Coeur. - Sim, respondeu-me. - Quando se formou?, perguntei. - 1965. Por que pergunta?, respondeu. - É que... bem... o senhor era da minha turma!, exclamei eu. E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, lazarento perguntou-me: - A Sra. era professora de quê? |
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
AS PLEBEIAS SÃO UM PROBLEMA PARA A REALEZA
Acordo pré-nupcial dá a guarda das filhas a Felipe:
01.2 - 15hPor: Débora Solano
O colunista decidiu redigir uma crónica publicada no 'El Mundo' em que revela o acordo pré-nupcial dos príncipes das Astúrias e o que acontece caso o casamento real termine. O tema veio dar que falar depois serem publicadas algumas notícias que deram a conhecer que a princesa tem por hábito realizar "escapadelas" em Portugal, para se divertir na noite de Lisboa e do Porto, sempre disfarçada com perucas e sem aliança de casamento.
Como será de esperar, em caso de divórcio Letizia perde o título de princesa das Astúrias e o tratamento de Alteza Real mas não só. A princesa das Astúrias perde também o direito à guarda das filhas.
"Um dos pontos mais controversos dos acordos pré-nupcial foi a guarda dos filhos em caso de divórcio. Letizia teve de aceitar que , em caso de separação , a guarda dos filhos será concedida a Don Felipe . Se o casamento acabar, Leonor, de 8 anos e Sofia, de 6 anos, terão de continuar a residir no Palácio de Zarzuela, sendo que a educação das meninas seria uma preocupação exclusiva da Coroa", revelou Cote Villar.
Quanto às habitações, muitas vezes um dos aspetos mais polémicos dos divórcios, "Letizia seria recompensada com duas moradias adequadas à sua posição".
Há anos que a família real espanhola acreditava ter solucionado os problemas de carácter da princesa. No entanto, os planos não correram da melhor maneira e Letizia continua a não querer estar sujeita às obrigações enquanto membro da realeza e tem recusado os atos oficiais no fim de semana.
Os cidadãos espanhóis têm mencionado várias vezes que a Letizia mudou de forma radical desde que casou com Felipe, tendo perdido o ar leve, jovem e simpático, para se tornar numa mulher tensa, fria e artificial.
A Rainha Dona Sofia tinha razão quando levantou sérias reservas a este casamento, face à folha de serviço da Letízia, pouco condigna com a os requisitos mínimos da Casa Real...mas o Felipe andava obstinado...agora???...
O que o berço não dá dificilmente se adquire na Escola da vida...
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
JOGOS DA LUSOFONIA
Um português a levar Goa ao ouro através do futebol
Francisco Neto relata o orgulho local após triunfo frente a Moçambique
Por Vítor Hugo Alvarenga ontem às 00:16
O português Francisco Neto comandou a seleção de futebol de Goa (Índia) nos Jogos da Lusofonia e garantiu a medalha de ouro para um dos poucos - o único? - estados indianos que continua a preferir o desporto-rei. Na final, um triunfo por 3-2 frente a Moçambique permitiu a festa dos locais.
A Maisfutebol Total encontrou o treinador português no Aeroporto de Dabolim, à espera de um voo para Mumbai. Faltavam 40 minutos para o embarque. Tempo suficiente para a entrevista, a conversa através do IPad de Francisco Neto.
O jovem treinador (32 anos) de Mortágua não esconde o tremendo orgulho pelo feito histórico, enquanto prepara o seu regresso ao cargo de coordenador do Gabinete Técnico da Associação de Futebol de Viseu.
«Depois do que aconteceu, já não queriam que eu regressasse», começa por dizer Francisco Neto, entre sorrisos. «Há alguma especulação em redor de um possível regresso mas nada de concreto. Vou voltar à AF Viseu, onde me sinto muito bem, e só um projeto bem estruturado me faria sair de lá».
Goa surgiu no horizonte em meados de 2013, por intermédio de um professor da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Francisco Neto aceitou o desafio: preparar os goenses para o torneio de futebol dos Jogos da Lusofonia, inicialmente agendados para novembro.
«No início foi difícil. Cheguei em agosto, na altura das monções, estava sozinho e as condições iniciais não foram as melhores. No primeiro treino tinha apenas 6 bolas disponíveis, não tinha apoios médicos e alguns jogadores não foram libertados pelos seus clubes. Por outro lado, já pairava a incerteza sobre a realização dos jogos em novembro devido ao atraso nas obras de alguma infraestruturas. Para além do choque cultural enorme, claro», recorda.
Após um longo processo, entre avanços e recuos, os Jogos da Lusofonia foram realizados neste mês de janeiro. Francisco Neto teve mais tempo para preparar a equipa. «Quando regressei a Goa, em dezembro, já sabia o que ia encontrar e tinha noção dos pontos fortes e fracos do futebol local. Fui alterando comportamentos para ir ao encontro do que pretendia.»

O treinador português reuniu um grupo que encheu os goeses de orgulho. «Apesar de sermos a seleção de Goa (Índia), só tínhamos um jogador de outro estado. E mesmo esse joga num clube de Goa. Isso não aconteceu nas outras modalidades, já que houve poucos goeses a participar.»
«Por isso mesmo, durante os quatro jogos do torneio lotámos a capacidade dos estádios. Depois da final, cerca de cinco mil pessoas ficaram na rua a fazer a festa, havendo até confrontos com a polícia», explica.
Francisco Neto colheu os frutos do seu trabalho. «Incidi sobre a intensidade e a capacidade de concentração. Os jogadores são evoluídos tecnicamente, estão adaptados ao clima mas têm falta de experiência competitiva. Aqui os campeonatos iniciam nos sub-14, depois há sub-16 e sub-18. Não há sub-15 ou sub-17. E os campeonatos duram no máximo três meses. Quando chegam aos sub-21, temos menos jogos oficiais que um sub-15 em Portugal», frisa.
O atraso na realização dos Jogos da Lusofonia impediu a participação de seleções como Portugal, Brasil ou Cabo Verde. Moçambique seria a favorita à conquista do troféu, mas Goa sorriu no final.
A seleção orientada por Francisco Neto venceu Moçambique no primeiro jogo da fase de grupos (2-1). A vingança foi servida no segundo jogo, com o adversário a triunfar pela margem mínima (1-0). Após um sorteio para determinar o líder do grupo, Goa enfrentou Macau nas meias-finais e superou o obstáculo: 2-0.
No jogo decisivo, nova vitória frente a Moçambique (3-2) e a festa. «As chaves foram a união, o espírito de entreajuda, a seriedade dos jogadores e a vontade de aprender mais todos os dias. Um exemplo: depois da firnal, os jogadores podiam ir para casa ou ficar a dormir mais uma noite no hotel: decidiram ficar todos juntos!»
O português agradeceu o apoio de amigos e família. «Não só no torneio, mas também nos meses em que estive sozinho em Goa. Ninguém tem a noção do quanto isso foi importante». De qualquer forma, o maior elogio vai para os seus jogadores. «Eles marcaram-me. Há ali histórias de vida incríveis, de jogadores que cresceram em habitações sem casa de banho, que passaram fome, mas que amam o futebol. São uns sobreviventes e deram-me uma lição de vida.»
«Devo salientar que ninguém esperava isto inicialmente. Na última edição dos Jogos da Lusofonia, Goa sofreu 18 golos e marcou apenas dois. Sendo a seleção anfitriã, ninguém queria passar pelo mesmo. O nosso objetivo era diminuir a diferença entre uma seleção estadual (só temos jogadores de Goa) e as seleções nacionais, para além de disfrutar o momento. Felizmente, tudo correu bem», remata.
A Maisfutebol Total encontrou o treinador português no Aeroporto de Dabolim, à espera de um voo para Mumbai. Faltavam 40 minutos para o embarque. Tempo suficiente para a entrevista, a conversa através do IPad de Francisco Neto.
O jovem treinador (32 anos) de Mortágua não esconde o tremendo orgulho pelo feito histórico, enquanto prepara o seu regresso ao cargo de coordenador do Gabinete Técnico da Associação de Futebol de Viseu.
«Depois do que aconteceu, já não queriam que eu regressasse», começa por dizer Francisco Neto, entre sorrisos. «Há alguma especulação em redor de um possível regresso mas nada de concreto. Vou voltar à AF Viseu, onde me sinto muito bem, e só um projeto bem estruturado me faria sair de lá».
Goa surgiu no horizonte em meados de 2013, por intermédio de um professor da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Francisco Neto aceitou o desafio: preparar os goenses para o torneio de futebol dos Jogos da Lusofonia, inicialmente agendados para novembro.
«No início foi difícil. Cheguei em agosto, na altura das monções, estava sozinho e as condições iniciais não foram as melhores. No primeiro treino tinha apenas 6 bolas disponíveis, não tinha apoios médicos e alguns jogadores não foram libertados pelos seus clubes. Por outro lado, já pairava a incerteza sobre a realização dos jogos em novembro devido ao atraso nas obras de alguma infraestruturas. Para além do choque cultural enorme, claro», recorda.
Após um longo processo, entre avanços e recuos, os Jogos da Lusofonia foram realizados neste mês de janeiro. Francisco Neto teve mais tempo para preparar a equipa. «Quando regressei a Goa, em dezembro, já sabia o que ia encontrar e tinha noção dos pontos fortes e fracos do futebol local. Fui alterando comportamentos para ir ao encontro do que pretendia.»
O treinador português reuniu um grupo que encheu os goeses de orgulho. «Apesar de sermos a seleção de Goa (Índia), só tínhamos um jogador de outro estado. E mesmo esse joga num clube de Goa. Isso não aconteceu nas outras modalidades, já que houve poucos goeses a participar.»
«Por isso mesmo, durante os quatro jogos do torneio lotámos a capacidade dos estádios. Depois da final, cerca de cinco mil pessoas ficaram na rua a fazer a festa, havendo até confrontos com a polícia», explica.
Francisco Neto colheu os frutos do seu trabalho. «Incidi sobre a intensidade e a capacidade de concentração. Os jogadores são evoluídos tecnicamente, estão adaptados ao clima mas têm falta de experiência competitiva. Aqui os campeonatos iniciam nos sub-14, depois há sub-16 e sub-18. Não há sub-15 ou sub-17. E os campeonatos duram no máximo três meses. Quando chegam aos sub-21, temos menos jogos oficiais que um sub-15 em Portugal», frisa.
O atraso na realização dos Jogos da Lusofonia impediu a participação de seleções como Portugal, Brasil ou Cabo Verde. Moçambique seria a favorita à conquista do troféu, mas Goa sorriu no final.
A seleção orientada por Francisco Neto venceu Moçambique no primeiro jogo da fase de grupos (2-1). A vingança foi servida no segundo jogo, com o adversário a triunfar pela margem mínima (1-0). Após um sorteio para determinar o líder do grupo, Goa enfrentou Macau nas meias-finais e superou o obstáculo: 2-0.
No jogo decisivo, nova vitória frente a Moçambique (3-2) e a festa. «As chaves foram a união, o espírito de entreajuda, a seriedade dos jogadores e a vontade de aprender mais todos os dias. Um exemplo: depois da firnal, os jogadores podiam ir para casa ou ficar a dormir mais uma noite no hotel: decidiram ficar todos juntos!»
O português agradeceu o apoio de amigos e família. «Não só no torneio, mas também nos meses em que estive sozinho em Goa. Ninguém tem a noção do quanto isso foi importante». De qualquer forma, o maior elogio vai para os seus jogadores. «Eles marcaram-me. Há ali histórias de vida incríveis, de jogadores que cresceram em habitações sem casa de banho, que passaram fome, mas que amam o futebol. São uns sobreviventes e deram-me uma lição de vida.»
«Devo salientar que ninguém esperava isto inicialmente. Na última edição dos Jogos da Lusofonia, Goa sofreu 18 golos e marcou apenas dois. Sendo a seleção anfitriã, ninguém queria passar pelo mesmo. O nosso objetivo era diminuir a diferença entre uma seleção estadual (só temos jogadores de Goa) e as seleções nacionais, para além de disfrutar o momento. Felizmente, tudo correu bem», remata.
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