terça-feira, 29 de setembro de 2015
domingo, 27 de setembro de 2015
ÓDIO RELIGIOSO
Polícia italiana prende 15 imigrantes muçulmanos que atiraram cristãos ao mar
Imigrantes ilegais resgatados pelas autoridades italianos chegam a Palermo, em Itália Fotografia © REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Os suspeitos são acusados de "múltiplo homicídio agravado motivado por ódio religioso".
A polícia italiana anunciou hoje ter detido 15 imigrantes muçulmanos africanos depois de testemunhas relatarem que eles haviam atirado 12 passageiros cristãos borda fora, na sequência de uma rixa no barco em que seguiam com destino a Itália.
As vítimas eram "de fé cristã, ao passo que os seus atacantes eram de fé muçulmana", disse a polícia de Palermo em comunicado, indicando que os 15 imigrantes, detidos na quarta-feira à chegada à Sicília, a bordo do navio Ellensborg, que os recolheu, são de nacionalidade costa-marfinense, maliana e senegalesa.
Os 15 homens foram hoje acusados de "múltiplo homicídio agravado motivado por ódio religioso".
O drama ocorreu no estreito da Sicília e, segundo testemunhos fornecidos à polícia por uma dezena de refugiados nigerianos e ganeses que se encontravam a bordo da embarcação, a disputa deveu-se a razões religiosas.
Os sobreviventes explicaram que tinham partido na terça-feira da costa líbia num barco pneumático transportando, no total, uma centena de passageiros.
As vítimas eram "de fé cristã, ao passo que os seus atacantes eram de fé muçulmana", disse a polícia de Palermo em comunicado, indicando que os 15 imigrantes, detidos na quarta-feira à chegada à Sicília, a bordo do navio Ellensborg, que os recolheu, são de nacionalidade costa-marfinense, maliana e senegalesa.
Os 15 homens foram hoje acusados de "múltiplo homicídio agravado motivado por ódio religioso".
O drama ocorreu no estreito da Sicília e, segundo testemunhos fornecidos à polícia por uma dezena de refugiados nigerianos e ganeses que se encontravam a bordo da embarcação, a disputa deveu-se a razões religiosas.
Os sobreviventes explicaram que tinham partido na terça-feira da costa líbia num barco pneumático transportando, no total, uma centena de passageiros.
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sábado, 26 de setembro de 2015
ESPERANDO OS BÁRBAROS ?
Esperando os bárbaros
Devido ao enorme sucesso — e mesmo glória — que teve a participação deste inimitável blogue numa sessão poética no restaurante “Povo”, segunda feira passada, para mais acompanhados com o contrabaixo de Nuno Faria, e devido à atualidade do tema, aqui deixo um poema de Konstantin Kaváfis, um grego de Alexandria (nado e morto nesta cidade) que o escreveu em — imaginem — 1903.
Resta-me acrescentar que nesta grandiosa noite cultural organizada por Alex Cortez e Nuno Miguel Guedes, faltaram alguns elementos do EéT, certamente pela vergonha que teriam de estar lado a lado com vedetas como as que apareceram: Pedro Bidarra (capitão de equipa), Sandra Barata Belo, Teresa Conceição, Bernardo Vaz Pinto e eu próprio. Acrescento que alguns, como Pedro Marta Santos, Ivone Mendes da Silva, Eugénia de Vasconcellos e Rita Roquette de Vasconcellos tinham justificações mais do que atendíveis para faltar, pelo que me refiro, inteiramente a Pedro Norton e Manuel Fonseca. Aos dois dedico este poema de Kaváfis.
Esperando os bárbaros
Mas que esperamos nós aqui n’Ágora reunidos?
É que os bárbaros hoje vão chegar!
Mas porque reina no Senado tanta apatia?
Porque deixaram de fazer leis os nossos senadores?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
Que leis hão‑de fazer os senadores?
Os bárbaros que vêm, que as façam eles.
Mas porque tão cedo se ergueu hoje o nosso imperador,
E se sentou na magna porta da cidade à espera,
Oficial, no trono, co’a coroa na cabeça?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
O nosso imperador espera receber
O chefe. E certamente preparou
Um pergaminho para lhe dar, onde
Inscreveu vários títulos e nomes.
Porque é que os nossos dois bons cônsules e os dois pretores
trouxeram hoje à rua as togas vermelhas bordadas?
E porque passeiam com pulseiras ricas de ametistas,
e porque trazem os anéis de esmeraldas refulgentes,
por que razão empunham hoje bastões preciosos
com tão finos ornatos de ouro e prata cravejados?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
E tais coisas os deixam deslumbrados.
Porque é que os grandes oradores como é seu costume
Não vêm soltar os seus discursos, mostrar o seu verbo?
É que os bárbaros hoje vão chegar
E aborrecem arengas, belas frases.
Porque de súbito se instala tal inquietude
Tal comoção (Mas como os rostos ficaram tão graves)
E num repente se esvaziam as ruas, as praças,
E toda a gente volta a casa pensativa?
Caiu a noite, os bárbaros não vêm.
E chegaram pessoas da fronteira
E disseram que bárbaros não há.
Agora que será de nós sem esses bárbaros?
Essa gente talvez fosse uma solução.
(tradução de Pedro Tamen)
Resta-me acrescentar que nesta grandiosa noite cultural organizada por Alex Cortez e Nuno Miguel Guedes, faltaram alguns elementos do EéT, certamente pela vergonha que teriam de estar lado a lado com vedetas como as que apareceram: Pedro Bidarra (capitão de equipa), Sandra Barata Belo, Teresa Conceição, Bernardo Vaz Pinto e eu próprio. Acrescento que alguns, como Pedro Marta Santos, Ivone Mendes da Silva, Eugénia de Vasconcellos e Rita Roquette de Vasconcellos tinham justificações mais do que atendíveis para faltar, pelo que me refiro, inteiramente a Pedro Norton e Manuel Fonseca. Aos dois dedico este poema de Kaváfis.
Esperando os bárbaros
Mas que esperamos nós aqui n’Ágora reunidos?
É que os bárbaros hoje vão chegar!
Mas porque reina no Senado tanta apatia?
Porque deixaram de fazer leis os nossos senadores?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
Que leis hão‑de fazer os senadores?
Os bárbaros que vêm, que as façam eles.
Mas porque tão cedo se ergueu hoje o nosso imperador,
E se sentou na magna porta da cidade à espera,
Oficial, no trono, co’a coroa na cabeça?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
O nosso imperador espera receber
O chefe. E certamente preparou
Um pergaminho para lhe dar, onde
Inscreveu vários títulos e nomes.
Porque é que os nossos dois bons cônsules e os dois pretores
trouxeram hoje à rua as togas vermelhas bordadas?
E porque passeiam com pulseiras ricas de ametistas,
e porque trazem os anéis de esmeraldas refulgentes,
por que razão empunham hoje bastões preciosos
com tão finos ornatos de ouro e prata cravejados?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
E tais coisas os deixam deslumbrados.
Porque é que os grandes oradores como é seu costume
Não vêm soltar os seus discursos, mostrar o seu verbo?
É que os bárbaros hoje vão chegar
E aborrecem arengas, belas frases.
Porque de súbito se instala tal inquietude
Tal comoção (Mas como os rostos ficaram tão graves)
E num repente se esvaziam as ruas, as praças,
E toda a gente volta a casa pensativa?
Caiu a noite, os bárbaros não vêm.
E chegaram pessoas da fronteira
E disseram que bárbaros não há.
Agora que será de nós sem esses bárbaros?
Essa gente talvez fosse uma solução.
(tradução de Pedro Tamen)
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
LÁGRIMAS DE CROCODILO
E de repente
toda a gente
se comove. Em quatro
anos de guerra ,
o sofrimento e as mortes na Síria , e no Iraque, não
comoveram muitos jornalistas
ou espectadores
sentados por essa Europa fora . No último inverno , vi crianças
ranhosas e friorentas, pés roxos e nus nas
neves do Monte
Líbano. Vi mulheres sírias e órfãos a prostituírem-se nas ruas
de Beirute , vi a superpopulação
dos campos de refugiados palestinianos, incapazes de acolherem mais
um ser humano por falta de espaço .
E vimos as imagens dos corpos despedaçados por
barrel bombs, as fomes de Yarmouk, os ataques químicos .
Não foi por
falta de filmes
online, colocados por combatentes , resistentes e sitiados sírios , que
deixámos de ver no que
a Síria se tornou. Ou
o Iraque, onde todos
os dias há mortos .
O ISIS mobiliza-nos as atenções com a barbaridade
do dia , que
usa como
instrumento de terror
e propaganda , e cobre
com esta cortina
negra o resto
do Médio Oriente .
O Iraque está a desfazer-se. A Síria já se desfez. O Líbano está por
um fio .
A Jordânia aguenta-se com esforço . O Egito é um
Estado falhado .
E a Turquia aproveita para destruir
os curdos. Em todos
estes conflitos ,
para não falar do desastre da
intervenção na Líbia ou no Iémen, a Europa comportou-se de um modo egoísta
e indiferente . Pagou resgates e deixou aos americanos
a tarefa de limpar
os estábulos de Aúgias. Na verdade , se a invasão
do Iraque em 2003 foi um trabalho americano ,
a Europa foi o parceiro da coligação . Sobretudo o entusiástico Tony Blair, originário
de um país
que recusa receber
mais migrantes, refugiados ou todos os nomes que se vão inventar para
os milhões de apátridas
e desgraçados que
trepam as muralhas e se rasgam nos arames
farpados. O horror sírio ,
ou iraquiano, não
motivou uma negociação de fundo , uma
cimeira capital , uma mesa-redonda , um
diálogo , um
princípio . Os americanos
decidiram bombardear o ISIS, a Europa não decidiu nada
para variar .
De repente ,
a Alemanha é a campeã dos migrantes e refugiados. O cinismo
pessimista tende a ver
nestes pronunciamentos mais propaganda
do que pragmatismo .
A Alemanha sabe que a crise grega a
fez ficar mal
aos olhos do mundo
e tem a oportunidade histórica , a sra. Merkel tem-na, de se reabilitar .
E de forçar o resto
dos europeus . A Alemanha tem a única liderança
forte numa Europa fraca
e tem a capacidade industrial
para absorver mão de obra barata porque ainda precisa
dela.
Há anos
que criámos os novos
campos de concentração ,
onde concentrámos os africanos , que
vieram antes dos sírios
e afegãos e iraquianos, e ninguém se
comoveu. Os cadáveres nas praias de Tarifa ,
os condenados a morrer no deserto ,
recambiados, não provocaram uma lágrima . A crise
destas migrações existe há anos e é preciso perceber que os migrantes que
agora nos
comovem em Budapeste são os que tiveram
sorte , dinheiro
e iniciativa para
chegarem aqui . Para
trás ficaram os condenados à morte , as vítimas de conflitos que
ajudámos a provocar e das “primaveras ”
árabes que
o jornalismo e as correntes
sociais promoveram com
sentimento . Ninguém
se lembra de perguntar aos países
ricos do Golfo ,
irmãos da mesma
fé , quantos
refugiados sírios receberam. O Qatar? Zero . Os Emirados ,
sobretudo os ricos
Dubai e Abu Dhabi? Zero . A Arábia
Saudita? Zero . O Kuwait? O Bahrain? Omã?
Zero . E são
estes sunitas que
atiçam a guerra perante
a nossa apatia .
E por que
razão a Europa e os Estados
Unidos não os pressionam sabendo que manipulam a guerra
para hegemonias
e demonstrações regionais
de força ? Duas respostas .
Venda de armas ,
um dos grandes
negócios ocultos da recomposição
dos mapas , e um
negócio onde
os estados legítimos ,
Reino Unido, França, Alemanha, Rússia,
Alemanha, etc., têm fontes prodigiosas
de financiamento. A Alemanha e os Estados
Unidos bateram recordes de venda de armas
no Golfo em
2014. E petróleo , a moeda
de troca e o pão
nosso de cada
dia . Um
dia , os drones que
o Ocidente vende serão
uma arma terrorista .
A situação do Médio Oriente é
hoje a mais
explosiva e volátil
e com mais
repercussões de sempre . Composta pela nova guerra fria com a
Rússia de Putin. Os imparáveis fluxos
migratórios vão forçar
e reforçar partidos
de extrema-direita, acender racismos ,
distorcer demografias ,
criar máfias ,
alimentar o extremismo
e terrorismo islâmicos
e as suas subculturas identitárias e
criminais, mudar o mapa
político da Europa e o espaço Schengen. Não
vão apenas
criar riqueza e contribuir para a economia europeia, como
dizem os académicos. Uma integração séria custará biliões .
É, de longe , o problema
mais grave
da Europa, acumulado com a anemia económica e com
a condenação da população
jovem a migrar
dos países europeus
em austeridade .
Bater no coração
e proclamar o amor
ao próximo nada
resolve na frente da batalha . É a retaguarda
imoral da piedade
virtual .
domingo, 20 de setembro de 2015
CLARA FERREIRA ALVES
Clara Ferreira Alves - Expresso
Um artigo brilhante neste país lusitano .... Esta jornalista vai acabar os seus dias no Hospital Magalhães de Lemos, ou com um tiro fatal.
A Ditadura Democrática Portuguesa elimina os que pensam e promove os Burros.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa(POR CLARA FERREIRA ALVES)
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa(POR CLARA FERREIRA ALVES)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...Olá Relvas), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
QUEM FINANCIA O TRÁFICO DE MIGRANTES...
Posted: 31 Aug 2015 10:03 AM PDT
Para além do drama, duas questões pertinentes se impõem quanto a este fluxo anormal de migrantes à Europa:
- como explicar esta súbita e enorme onda de migrantes?
- como explicar que pessoas com pobreza extrema consigam pagar 10 000 euros aos traficantes?
Um súbito fluxo massivo.
O fluxo migratório da entrada na Europa através do Mediterrâneo não é um problema recente, mas era realizado, atá há poucos anos, ao conta-gotas. O estranho é que subitamente, em poucos meses esse fluxo se tenha tornado numa invasão massiva, quando a situação dos países de origem pouco se alterou no último ano.
Um valor impossível de pagar.
Desde os longuínquo locais de partida atá à travessia do Mediterrâneo, cada migrante tem de desembolsar perto de 10 000 euros.
Calcula-se que o trafico ilícito de migrantes gere um volume anual de 7 mil milhares de dólares por ano aos seus traficantes.
O PIB per capita, por exemplo, da Eritreia (um dos países de origem) é de 500 dólares anuais, por comparação o de Portugal é de 22 000 dólares. Aqui reside o mistério de saber como é que uma pessoa de um país desses pode pagar o equivalente a 20 anos de rendimento anual (ou seja 10 000 dólares) para migrar?
Promover o caos na Europa.
Uma parte da estratégia actual dos Estados Unidos assenta nas teorias do geo-político americano, Thomas Barnett.
"Como condição da globalização sem choques, temos de por em prática quatro fluxos durável e sem obstáculos".
Este fluxos excepcional de migrantes em direcção à Europa faz parte de um destes "fluxos durável e sem obstáculos". Thomas Barnett também sabe, e refere, que este fluxo não poderá ser impedido por nenhuma instituição, EU ou ONU.
O objectivo desta "guerra" contra a Europa é semelhante às revoluções chamadas de "Primaveras Árabes". A Europa como poder político, económico e cultural tem de ser destruída através de um caos e ficar sem identidade nacional.
Essa destruição dos Estados-Nações fará que a Europa se deixe facilmente ser absorvida na Nova Ordem Mundial das oligarquias financeiras.
Thomas Barnett refere que "as fronteiras nacionais devem ser dissolvidas, as raças misturadas, e assim os valores e as religiões serão abolidos; o caminho para a Nova Ordem Mundial tem de ser alisado".
O jornal Info Direkt, relata que um funcionário do ministério da Defesa austríaco revelou que "existem elementos que atestam que organizações situadas nos Estados Unidos criaram um modelo de co-financiamento e contribuem subtencialmente aos pagamentos exigidos pelos traficantes".
"Nem todos os refugiados de Africa do Norte têm 11 000 euros em cash. Ninguém questiona de onde vem o dinheiro?".
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sábado, 19 de setembro de 2015
RADICALISMO POLÍTICO
A AFIRMAÇÃO DO PS DE QUE NÃO VIABILIZA O ORÇAMENTO DO ESTADO É UM SINTOMA QUE IGNORA O QUE É A DEMOCRACIA.
A DEMOCRACIA É UM REGIME DE DIÁOGO, DE CONSENSOS PARA PROCURAR O MELHOR CAMINHO PARA SE GOVERNAR UM POVO.
QUEM SE NEGA AO DIÁLOGO NÃO DEVE ESTAR NUM GOVERNO.
NO 25 DE NOVEMBRO DE 1975 OS PRINCIPAIS PARTIDOS DERAM UMA LIÇAO DE UNIAO, POR QUE RAZAO NAO O PODEM FAZER AGORA?
QUEM TOMA ESTAS ATITUDES NÃO É DIGNO DE GOVERNAR UM PAÍS
MUDEI O MEU SENTIDO DE VOTO DEPOIS DE OUVIR ESTAS AFIRMAÇÕES INDIGNAS DUM HIPOTÉTICO GOVERNANTE.
A DEMOCRACIA É UM REGIME DE DIÁOGO, DE CONSENSOS PARA PROCURAR O MELHOR CAMINHO PARA SE GOVERNAR UM POVO.
QUEM SE NEGA AO DIÁLOGO NÃO DEVE ESTAR NUM GOVERNO.
NO 25 DE NOVEMBRO DE 1975 OS PRINCIPAIS PARTIDOS DERAM UMA LIÇAO DE UNIAO, POR QUE RAZAO NAO O PODEM FAZER AGORA?
QUEM TOMA ESTAS ATITUDES NÃO É DIGNO DE GOVERNAR UM PAÍS
MUDEI O MEU SENTIDO DE VOTO DEPOIS DE OUVIR ESTAS AFIRMAÇÕES INDIGNAS DUM HIPOTÉTICO GOVERNANTE.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
ALGO DE NOVO VAI ACONTECER
ESTE TEXTO ESTA NA MINHA POSSE HA CERCA DE TRÊS ANOS.
ENCAIXA-SE PERFEITAMENTE NO QUE SE SEGUE.
Algo de novo vai acontecer Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que uma nova Era já começou!
ENCAIXA-SE PERFEITAMENTE NO QUE SE SEGUE.
Algo de novo vai acontecer Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que uma nova Era já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo de Revolução seguramente. Vai mesmo haver só que ainda não demos conta porque talvez se ande a olhar para o lado.
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
Tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.
Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":
1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...
3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.
4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto socioecónomico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...
9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!
Eis pois, a Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... Imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos ANOS e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!
Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!
Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...
AUTOR DESCONHECIDO
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