terça-feira, 26 de maio de 2020

CORRUPÇÃO

Corrupção - ataquem o Cérebro monstro das três cabeças.
Não sejam cobardes nem cúmplices
Coronel “Comando”Ref. Carlos Matos Gomes
Vamos falar de corrupção? A sério?
Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de
Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta.
Como se reconstruiram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975? Como
reapareceram os bancos privados, como surgiram o BIP, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium
da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espirito Santo, como desapareceram
os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco
Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães?
Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo
insustrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP?
Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?
Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional,
a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das
portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande
distribuição?
Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como
se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?
E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta,
como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da
corrupção!
Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja
criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento
destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu
o Torres (um peão, é certo) Couto sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a
destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que
trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?
Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?
Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas
como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer:
Julguem o Ricardo Espirito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho
dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.
Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espirito Santo. No caso do Pinho, ou do
Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe
perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem
Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!
Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espirito Santo Salgado!
É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos
portugueses!
Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espirito Santo!
Porque não vão? Medo? Cumplicidade?
O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser
– os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as
gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse
deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias... Não é?
A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas
que estão a apontar para o lado – foi aquele menino - para que não olhemos para eles.
É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros!
Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três
cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem,
mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito
Santo.
Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não?

Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérebro, exijam o seu
julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!
O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.

domingo, 26 de abril de 2020

AZAR O DELES

quarta-feira, 15 de abril de 2020

O GAS DE BOTIJA

O gas de botija continua a ser uma mina para as grandes companhias que continuam a explorar o povo.
As entidades oficiais responsáveis pelo tabelamento do gaz fecham os olhos e desconfiamos que fazem parte do grupo dos accionistas que nem IRS pagam.
Será verdade. Pobre povo...

Ganância na Galp e não só

Administrador da Galp, Carlos Gomes da Silva, ganha por ano 1 milhão e 750 mil euros. Um trabalhador com salário mínimo levaria 197 anos a ganhar o mesmo - seriam 4 vidas inteiras com uma longa carreira contributiva. A empresa, contudo, já começou a cortar. Não nesses salários, mas em trabalhadores. A pandemia serviu de pretexto para a Petrogal despachar mais de uma centena de precários intermediados e em outsourcing. Só em Sines, denuncia o sindicato, terão sido 80, neste mês. No próximo dia 24, reúne a assembleia-geral de acionistas da empresa. Na agenda está a distribuição de 314,7 milhões de euros em dividendos, que se somam aos 262 milhões que já foram entregues aos acionistas em setembro passado.
Quantos anos de salários destes precários, agora na rua, seriam pagos com esses dividendos?

A triste medalha dos heróis

635 euros, o valor do salário mínimo, é o que ganham 756 mil trabalhadores portugueses. Entre eles, estão algumas das pessoas a quem, por estes dias, chamamos "heróis". Nas caixas de supermercado, quanto ganham? E na recolha do lixo? No apoio aos idosos nos lares, que salário? E na limpeza das carruagens do metro ou dos hospitais? É a esta gente, sem a qual a nossa sociedade colapsaria, que se paga o mínimo dos mínimos. Numa reportagem televisiva no Hospital Curry Cabral, a jornalista da SIC encerra a peça com uma pergunta à assistente operacional dos cuidados intensivos: “quanto é que ganha?”. Patrícia, que está na linha da frente do combate à pandemia naquele hospital, responde: “Tiro à volta de 640 euros, 650, anda à volta disso”.
Na passada quarta-feira, no Parlamento, foi chumbada a atribuição temporária de um subsídio de risco (no valor de 20%) para os trabalhadores que, em plena crise e emergência, continuam a trabalhar em funções vitais. Pergunto-me se os deputados do PS, do PSD e do CDS, que rejeitaram a proposta, terão coragem de lhes ir depois bater palmas à janela.

Um pequeno mapa do abuso

Os números são oficiais: há mais 4 mil e 98 desempregados por dia no nosso país que se inscrevem nos centros de emprego. A essas dezenas de milhares de novos desempregados, somam-se os 642 mil que estão em casa em lay-off com o corte de 1/3 do salário. E os mais de 100 mil recibos verdes que já pediram apoio à Segurança Social por terem ficado sem emprego.
A par das dificuldades reais de muitas empresas, sobretudo as micro e pequenas que são 90% do nosso tecido produtivo, existe também o oportunismo que se aproveita da impunidade instalada. Quem quiser ter uma radiografia da vaga de abusos e despedimentos que está a ter lugar no país, pode consultar um relatório construído a partir do levantamento de cerca de 800 denúncias. É um primeiro retrato da realidade – e não é bonito de se ver. São dezenas de milhares os precários que, em período experimental, com contrato a prazo, intermediados por uma empresa de trabalho temporário ou a recibo verde, já foram descartados pelas empresas. A esses soma-se um número indeterminado de trabalhadores informais, que nem a proteção social têm direito. E juntam-se também os cerca de 100 despedimentos coletivos que já ocorreram entre março e abril.
Muitas empresas tiveram como primeiro reflexo, quando a pandemia chegou, despedir os trabalhadores mais frágeis e obrigar os outros a tirar férias, fazendo-os pagar assim, com o tempo de repouso que já não terão, a paragem da atividade. Várias destas empresas, uma vez consumados os despedimentos dos precários, foram bater à porta do Estado para receber o dinheiro da medida de “apoio à manutenção dos contratos de trabalho”, o nome do “lay-off simplificado. Algumas, aliás, já estão a recebê-lo. Faz sentido que uma empresa que despediu centenas de pessoas seja apoiada pelo dinheiro de todos? Faz sentido que, em pleno estado de emergência – o mesmo que limitou direitos a cidadãos e trabalhadores – se permita que empresas com lucro despeçam e distribuam dividendos?

Despede-distribui-recebe

O Governo tinha anunciado, quando tornou públicas as primeiras medidas de apoio às empresas, que iria exigir como contrapartida que elas não despedissem. A “proibição de despedimentos” que ficou na lei é esta: as empresas apoiadas podem despedir antes do lay-off, podem despedir depois e até podem despedir durante se forem os precários. No Parlamento, as propostas que exigiam das empresas, designadamente as apoiadas, que não despedissem, foram rejeitadas por PS e PSD. E, apesar da indignação de Rui Rio, no Twitter, contra a “ganância” das “empresas que querem distribuir dividendos relativos a lucros de 2019”, o mesmo destino teve a proposta que impedia essa distribuição.
Os acionistas da Galp podem, pois, estar tranquilos com a sua assembleia-geral. E talvez alguém lhes lembre que, despedidos os precários e distribuídos os 300 milhões, ainda podem acrescentar um lay-off à sua ordem de trabalhos.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

É MEU IRMÃO

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A IMPORTÂNCIA DA PONTUALIDADE

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

DESPESAS BANCÁRIAS


Conta à Ordem de Serviços Mínimos Bancários
Numa altura em que os bancos cobram comissões elevadas pelos serviços bancários, este artigo pretende alertar os leitores para a possibilidade de aderirem a uma conta de serviços mínimos bancários, uma conta à ordem, em que as despesas mensais são inferiores a cinquenta cêntimos (os custos não podem ultrapassar o valor correspondente a 1% do apoio dos indexantes sociais).
Pode abrir ou converter a sua conta bancária para uma conta de serviços mínimos bancários, desde que só tenha uma conta à ordem em Portugal.
Esta conta permite realizar a maior parte das operações bancárias que as pessoas precisam. Não dá direito a utilização de cheques ou cartão de crédito, mas mesmo assim poderão contratar estes serviços pagando-os à parte, ao mesmo preço que os outros clientes. De acordo com o Banco de Portugal, quem tem uma conta destas pode, para além da abertura e manutenção da conta:
• Dispor de um cartão de débito para movimentar a conta de serviços mínimos bancários;
• Movimentar a conta de serviços mínimos bancários através dos caixas automáticos em Portugal e nos restantes Estados-Membros da União Europeia;
• Movimentar a conta através do serviço de homebanking (isto é, da página da internet da instituição de crédito) e dos balcões da instituição de crédito;
• Fazer depósitos, levantamentos, pagamentos de bens e serviços e débitos diretos;
• Realizar transferências intrabancárias (isto é, transferências para contas abertas na mesma instituição de crédito em que está domiciliada a conta de serviços mínimos bancários);
• Realizar transferências interbancárias (isto é, transferências para contas abertas noutras instituições), através de caixas automáticos, sem restrição quanto ao número de operações que podem ser realizadas, e de homebanking, caso em que existe um máximo, por cada ano civil, de 24 transferências interbancárias nacionais e na União Europeia.
Embora a condição para poder ter esta conta seja não ter mais nenhuma conta à ordem, mesmo que em cotitularidade, há as seguintes exceções:
• Uma pessoa singular que detenha outras contas de depósito à ordem pode ser contitular de uma conta de serviços mínimos bancários com uma pessoa com mais de 65 anos ou com um grau de invalidez permanente igual ou superior a 60% que não tenha outras contas.
• A pessoa que já seja contitular de uma conta de serviços mínimos bancários com uma pessoa com mais de 65 anos ou com um grau de invalidez permanente igual ou superior a 60% pode aceder individualmente a uma conta de serviços mínimos bancários, se não tiver outras contas de depósito à ordem.
• O cliente que foi notificado de que a sua conta de depósito à ordem será encerrada pode solicitar a abertura de uma conta de serviços mínimos bancários.
Por certo, já terá recebido esta informação do seu banco, mas como pode não ter reparado nela achei que valia a pena dar este alerta pois, ao falar com algumas pessoas, apercebi-me de que algumas não sabiam que podiam optar antes por este tipo de conta, poupando dinheiro em comissões bancárias. Por exemplo, já este ano, uma pessoa que converteu a sua conta deixou de pagar 7,50€ por mês para passar a pagar cerca de 0,34€, ou seja, poupa mais de 85 euros por ano.
Desta forma, caso só tenha uma única conta à ordem, em que sente que paga muito dinheiro em comissões bancárias, pode solicitar a sua conversão para uma conta de serviços mínimos bancários e, assim, reduzir significativamente as suas despesas nestas comissões. Os bancos, caixas económicas, caixa central e caixas de crédito agrícola mútuo são obrigados a disponibilizar este serviço.






segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

UM CURSO NOCTURNO

FAMÍLIAS NUMEROSAS

Uma quinta-feira destas, o Costa chega ao Conselho de Ministros e diz-lhe a assessora:
- Senhor Primeiro Ministro, hoje temos muita gente a faltar...
- Então?
- Houve muita gente a ligar de manhã, a avisar que hoje não podia vir...
- Quem?
- Olhe.. O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não pode vir porque lhe morreu o Pai.
- Ok...
- A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não pode vir porque lhe morreu o Avô.
- Ok...
- O Ministro dos Negócios Estrangeiros não pode vir porque lhe morreu um cunhado.
- Ok...
- O Ministro da Defesa Nacional não pode vir porque lhe morreu um primo.
- Ok...
- O Ministro da Administração Interna não pode vir porque lhe morreu um irmão.
- Ok...
- A Ministra da Justiça não pode vir porque lhe morreu um tio.
- Ok...
- O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não pode vir porque lhe morreu o sogro.
- Ok...
- A Ministra da Saúde não pode vir porque lhe morreu um sobrinho.
- Desculpe lá, mas como é que morreu tanta gente no mesmo dia?!?
- Senhor Primeiro Ministro, só morreu uma pessoa... Mas como eles são todos família...

CARTAS AO DIRECTOR