ENC: Monitorizar o pensamento
De: Manuel Frazao Vieira <manuelfrazaovieira@hotmail.
Enviado: sexta-feira, 24 de julho de 2020 20:57 Para: Manuel Frazao Vieira <manuelfrazaovieira@hotmail. Assunto: ENC: Monitorizar o pensamento Assunto: Monitorizar o pensamento
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sexta-feira, 24 de julho de 2020
MODELADORES DE MENTES
domingo, 19 de julho de 2020
Afonso Lopes Vieira
ENC: FW: Poemas da Globalização - Afonso Lopes Vieira - Espectacular!
De: Manuel Frazao Vieira <manuelfrazaovieira@hotmail.
Enviado: domingo, 19 de julho de 2020 14:35 Assunto: ENC: FW: Poemas da Globalização - Afonso Lopes Vieira - Espectacular!
De: Manuel Frazao Vieira <manuelfrazaovieira@hotmail.
Enviado: domingo, 19 de julho de 2020 13:03 Para: Manuel Frazao Vieira <manuelfrazaovieira@hotmail. Assunto: ENC: FW: Poemas da Globalização - Afonso Lopes Vieira - Espectacular! Assunto: Poemas da Globalização - Afonso Lopes Vieira
AFONSO
LOPES VIEIRA nasceu em Leiria a 26 de Janeiro de 1878, com ligações
familiares à freguesia das Cortes-Leiria. Morreu aos 67 anos. Adquiriu o
título
de Bacharel em Leis na Universidade de Coimbra. Tentou a advocacia, por
pouco tempo, pois, radicou-se, em Lisboa, como redactor na Câmara de
Deputados. A partir de 1916 dedicou-se, em exclusividade, à actividade
literária. Penso, se a memória e a idade não
me atraiçoarem que Afonso Lopes Vieira é o autor da letra do "AVÉ DE
FÁTIMA" ... "A treze de Maio ..."
São
obras suas: "O Pão e a Rosa"; "Canções do Vento e do Sol" e "Ilhas de
Bruma". Pertenceu aos ideais renascentistas e nunca esqueceu as suas
origens leirienses cantando
a sua paisagem bucólica e romântica, sobretudo, a sua casa de São Pedro
de Moel, a "Casa-Nau", hoje, Casa-Museu e instalações da Colónia
Balnear Afonso Lopes Vieira. Mais tarde, doou esta sua casa à Câmara
Municipal da Marinha Grande, destinada a casa de férias
dos operários vidreiros.
Em
14 de Fevereiro de 1920 foi agraciado com o grau de Grande Oficial da
Ordem Militar de Santiago da Espada. Bom leiriense e bom Homem!
Abraços / M. Frazão
Pois bem!Por Afonso Lopes Vieira 1878-1946
Se um inglês ao passar me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: -- Pois bem!
se tens agora o mar e a tua esquadra ingente,
fui eu que te ensinei a nadar, simplesmente.
Se nas Índias flutua essa bandeira inglesa,
fui eu que t'as cedi num dote de princesa.
e para te ensinar a ser correcto já,
coloquei-te na mão a xícara de chá...
E se for um francês que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: -- Pois bem!
Recorda-te que eu tenho esta vaidade imensa
de ter sido cigarra antes da Provença.
Rabelais, o teu génio, aluno eu o ensinei
Antes de Montgolfier, um século! Voei
E do teu Imperador as águias vitoriosas
fui eu que as depenei primeiro, e ás gloriosas
o Encoberto as levou, enxotando-as no ar,
por essa Espanha acima, até casa a coxear
E se um Yankee for que me olhar com desdém,
Num sorriso de dó eu pensarei: -- Pois bem!
Quando um dia arribei á orla da floresta,
Wilson estava nu e de penas na testa.
Olhava para mim o vermelho doutor,
-- eu era então o João Fernandes Labrador...
E o rumo que seguiste a caminho da guerra
Fui eu que to marquei, descobrindo a tua terra.
Se for um Alemão que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: -- Pois bem!
Eras ainda a horda e eu orgulho divino,
Tinha em veias azuis gentil sangue latino.
Siguefredo esse herói, afinal é um tenor...
Siguefredos hei mil, mas de real valor.
Os meus deuses do mar, que Valhala de Glória!
Os Nibelungos meus estão vivos na História.
Se for um Japonês que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: -- Pois bem!
Vê no museu Guimet um painel que lá brilha!
Sou eu que num baixel levo a Europa á tua ilha!
Fui eu que te ensinei a dar tiros, ó raça
belicosa do mundo e do futuro ameaça.
Fernão Mendes Zeimoto e outros da minha guarda
foram-te pôr ao ombro a primeira espingarda.
Enfim, sob o desdém dos olhares, olho os céus;
Vejo no firmamento as estrelas de Deus,
e penso que não são oceanos, continentes,
as pérolas em monte e os diamantes ardentes,
que em meu orgulho calmo e enorme estão fulgindo:
-- São estrelas no céu que o meu olhar, subindo,
extasiado fixou pela primeira vez...
Estrelas coroai meu sonho Português!
P.S.
A um Espanhol, claro está, nunca direi: -- Pois bem!
Não concebo sequer que me olhe com desdém.
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quinta-feira, 9 de julho de 2020
ANARQUISTAS
Vi este texto no mural de um
amigo e achei muito interessante...
-Filho, eu descobri estas coisas no teu armário...
- Qual é o problema de ter uma máscara do Anonymus e um taco de
Baseball?
-tu usas isto?
- Não... quer dizer, às vezes.
- É que eu estou precisando, será que me emprestas?
- Precisando..? Para quê?
- É que eu li as coisas que tu vens escrevendo na internet...
- Você anda a ler o meu Face?
- Qual é o problema, não é publico?
- É, mas...
- Pois é, eu li o que escreveste, e...
- Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá, mas eu não vou
discutir, são as minhas idéias... Eu tenho 27 anos! Sou anarquista, e...
- Não! Eu achei legal! convenceste-me
- Convencio-o?? Do quê?
- Está tudo errado mesmo! Tu fizeste bem em nunca ter trabalhado. Eu li
o que escreveste e concordo. Agora eu sou anarquista também, como tu!
- Você o quê??? Pai, que história é essa?! Você está maluco??
- É, tu fizeste a minha cabeça! Tenho de quebrar tudo mesmo! Agora eu
sou “Old Black Block”!!
- Pai, você não pode!! Você é diretor de uma empresa enorme! E...
- Não sou mais não, larguei o meu emprego, e mandei o meu chefe tomar
no ... Mandei toda a gente lá tomar no ...
- Pai, você não pode largar o seu emprego, você está lá há 30 anos! Isso é
um absurdo!
- Posso sim, aliás já estou juntando uma grupo de amigos para ir lá e
partir tudo!
- Partir tudo onde???
- No meu trabalho, vamos quebrar TUDO! Abaixo a opressão! Abaixo
tudo! Sou contra TUDO!!
- Você não pode fazer isso Pai!
- Posso sim! É só tu me emprestares a máscara e o taco de Baseball. Vens
comigo?
- Não, acho melhor não...
- É melhor vires também, porque agora que eu larguei tudo, a gente vai
ter que sair deste apartamento.
- Sair daqui? E a gente vai morar onde??
- Sei lá! Vamos acampar em frente a uma empresa Capitalista qualquer e
exigir o fim do Capitalismo!
- Pai, você não pode fazer isso, não pode abandonar tudo!
- Estou indo, fui!
- Espera Pai! Paai! E a minha mesada, e o meu carro? Onde vou
morar?? E as minhas férias em Ibiza? As minhas compras em Miami? E
o meu computador, o meu tablet? E a minha internet de fibra ótica?
Volta aqui! Volta aqui, Pai! Voooooltaaaaaaa!!!
Como dizia Margaret Thatcher: “A vida para
alguns é muito boa, mas só enquanto durar o
dinheiro... dos outros.”
É necessário mostrar que os jovens de hoje
abusam da condição de “rebeldes”.
Só se lembram que o movimento que defendem é
errado quando as suas mordomias são
atingidas!...
amigo e achei muito interessante...
-Filho, eu descobri estas coisas no teu armário...
- Qual é o problema de ter uma máscara do Anonymus e um taco de
Baseball?
-tu usas isto?
- Não... quer dizer, às vezes.
- É que eu estou precisando, será que me emprestas?
- Precisando..? Para quê?
- É que eu li as coisas que tu vens escrevendo na internet...
- Você anda a ler o meu Face?
- Qual é o problema, não é publico?
- É, mas...
- Pois é, eu li o que escreveste, e...
- Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá, mas eu não vou
discutir, são as minhas idéias... Eu tenho 27 anos! Sou anarquista, e...
- Não! Eu achei legal! convenceste-me
- Convencio-o?? Do quê?
- Está tudo errado mesmo! Tu fizeste bem em nunca ter trabalhado. Eu li
o que escreveste e concordo. Agora eu sou anarquista também, como tu!
- Você o quê??? Pai, que história é essa?! Você está maluco??
- É, tu fizeste a minha cabeça! Tenho de quebrar tudo mesmo! Agora eu
sou “Old Black Block”!!
- Pai, você não pode!! Você é diretor de uma empresa enorme! E...
- Não sou mais não, larguei o meu emprego, e mandei o meu chefe tomar
no ... Mandei toda a gente lá tomar no ...
- Pai, você não pode largar o seu emprego, você está lá há 30 anos! Isso é
um absurdo!
- Posso sim, aliás já estou juntando uma grupo de amigos para ir lá e
partir tudo!
- Partir tudo onde???
- No meu trabalho, vamos quebrar TUDO! Abaixo a opressão! Abaixo
tudo! Sou contra TUDO!!
- Você não pode fazer isso Pai!
- Posso sim! É só tu me emprestares a máscara e o taco de Baseball. Vens
comigo?
- Não, acho melhor não...
- É melhor vires também, porque agora que eu larguei tudo, a gente vai
ter que sair deste apartamento.
- Sair daqui? E a gente vai morar onde??
- Sei lá! Vamos acampar em frente a uma empresa Capitalista qualquer e
exigir o fim do Capitalismo!
- Pai, você não pode fazer isso, não pode abandonar tudo!
- Estou indo, fui!
- Espera Pai! Paai! E a minha mesada, e o meu carro? Onde vou
morar?? E as minhas férias em Ibiza? As minhas compras em Miami? E
o meu computador, o meu tablet? E a minha internet de fibra ótica?
Volta aqui! Volta aqui, Pai! Voooooltaaaaaaa!!!
Como dizia Margaret Thatcher: “A vida para
alguns é muito boa, mas só enquanto durar o
dinheiro... dos outros.”
É necessário mostrar que os jovens de hoje
abusam da condição de “rebeldes”.
Só se lembram que o movimento que defendem é
errado quando as suas mordomias são
atingidas!...
sexta-feira, 3 de julho de 2020
SOCIEDADES DE ADVOGADOS
Sociedades de advogados: Irmandades Secretas e Perversas..
Uma das mais poderosas sociedades de advogados nacional, a PLMJ, foi recentemente investigada no caso da “Máfia do Sangue”. Um dos seus sócios foi mesmo constituído arguido. Dois dos seus mais proeminentes representantes são José Miguel Júdice e Nuno Morais Sarmento,
ambos advogados, políticos e comentadores televisivos, na RTP e na TVI.
Nos seus programas semanais, ambos fugiram ao tema escaldante da
corrupção nos negócios do sangue, com a cumplicidade dos jornalistas
que, embevecidos, os entrevistavam.
Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa. Exemplos de personalidades de tripla face (políticos, comentadores e advogados) são muitos. Temos, assim, António Vitorino, sócio da firma “Cuatrecasas” ou Marques Mendes, da todo poderosa “Abreu Advogados”. Sociedade igualmente relevante no panorama português é a “Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva e Associados”. Lança jovens na política e no Direito como os ex-governantes Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes ou Paulo Núncio. Ou o actual advogado/deputado do CDS Francisco Mendes da Silva. Os interesses dos seus clientes são defendidos no comentário político televisivo na SIC por Lobo Xavier que comenta toda a actividade política e económica sem que os telespectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil, ao BPI e a outros tantos interesses. É também destas sociedades de causídicos que sai a legislação que mais prejudica os portugueses, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaborada na “Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva”, a que dão corpo e nome os socialistas Vera Jardim e Jorge Sampaio. Vera Jardim, que debate na rádio com Morais Sarmento, da já citada PLMJ. E até os interesses estrangeiros mais obscuros são representados por estas sociedades. A “Uria Menendez” vem defendendo, através do todo-poderoso Daniel Proença de Carvalho os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e Sócrates. Proença faz comentário político na rádio sem revelar quem serve. Preside à Administração do “Jornal de Notícias” e pode assim censurar as vozes incómodas aos negócios dos seus clientes. As sociedades de advogados são, em Portugal, as irmandades perversas do regime, as verdadeiras sociedades secretas. Fazem Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. E os seus membros actuam disfarçados.
MAS HÁ MAIS…E QUASE TODOS TÊM COMENTADORES AO SEU SERVIÇO…
DENTRO
DA LINHA MAÇÓNICA …DEFENDEM-SE UNS AOS OUTROS…AS CRÍTICAS SÃO EM
PRIVADO PARA ACERTO DE ESTRATÉGIAS E PREPARAR PRÓXIMOS DEBATES .. QUE
NUNCA O SERÃO … APENAS FAIT DIVERS…MISE EN SCENE..
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domingo, 14 de junho de 2020
UM POUCO DE VIEIRA
“Um pouco de Vieira”
Em 27 de Agosto de 2012, o Embaixador Lauro Moreira, publicava no seu blogue, “Quincasblog”, https://quincasblog.wordpress.com/2012/08/27/um-pouco-de-vieira/ um texto sobre o Padre António Vieira, com o título acima e que eram na verdade dois pequenos textos, o primeiro para nos recordar o perfil biográfico e profundamente humanista do jesuíta partilhado pelo Brasil e Portugal e o segundo para apresentação de um livreto contendo o texto da palestra que o também jesuíta, especialista em Vieira e professor de Relações Internacionais na UNB, José Carlos Aleixo, proferiu na Embaixada de Portugal em Brasília, a propósito do terceiro centenário da morte daquele que foi punido pela Inquisição, defendeu a causa dos judeus e dos gentios brasileiros contra os excessos dos colonos portugueses, além de ter denunciado “os maus tratos infligidos aos escravos na Bahia” e ainda ter exercido funções de representação da política externa portuguesa no período de reafirmação da restauração da independência após o domínio filipino.
Recordo que, sobre a causa dos judeus, cristãos novos e outras gentes humilhadas e ofendidas pela crueldade clerical inquisitorial, o Padre António Vieira e o representante dos cristãos novos, Francisco de Azevedo, redigiriam a acusação contra as crueldades da inquisição e que foi posteriormente apresentada junto do Papa Clemente X, o qual perante a veracidade dos relatos, ordenou, em 3 de outubro de 1674, a suspensão de todos os tribunais do Santo Ofício portugueses, o que infelizmente não se concretizou, porque a inquisição portuguesa não acatou a instrução papal. Ao contrário, desafiou-a tendo resistido àquela ordem por mais cinco anos, até Maio de 1679. O papel de António Vieira foi primordial para que essa condenação se cumprisse.
Cecil Roth registou o facto na sua obra, A History of the Marranos, tendo registado o seguinte:
Deixo-vos, pois, com o texto do Embaixador Lauro Moreira sobre o Padre António Vieira , que vale muito a pena ler, se o quereis ou desejais fazê-lo, sobretudo na atual circunstância de infâmia e indignação, porque as cabeças perdidas da ignorância e da arrogância ignorante me levam a refletir a quem interessa verdadeiramente essa acção de destruição de símbolos que esconde propósitos obscuros e prenunciam o estalar dos ovos da serpente num charco de trevas e de ódio.
https://quincasblog.wordpress.com/2012/08/27/um-pouco-de-vieira
Em 27 de Agosto de 2012, o Embaixador Lauro Moreira, publicava no seu blogue, “Quincasblog”, https://quincasblog.wordpress.com/2012/08/27/um-pouco-de-vieira/ um texto sobre o Padre António Vieira, com o título acima e que eram na verdade dois pequenos textos, o primeiro para nos recordar o perfil biográfico e profundamente humanista do jesuíta partilhado pelo Brasil e Portugal e o segundo para apresentação de um livreto contendo o texto da palestra que o também jesuíta, especialista em Vieira e professor de Relações Internacionais na UNB, José Carlos Aleixo, proferiu na Embaixada de Portugal em Brasília, a propósito do terceiro centenário da morte daquele que foi punido pela Inquisição, defendeu a causa dos judeus e dos gentios brasileiros contra os excessos dos colonos portugueses, além de ter denunciado “os maus tratos infligidos aos escravos na Bahia” e ainda ter exercido funções de representação da política externa portuguesa no período de reafirmação da restauração da independência após o domínio filipino.
Recordo que, sobre a causa dos judeus, cristãos novos e outras gentes humilhadas e ofendidas pela crueldade clerical inquisitorial, o Padre António Vieira e o representante dos cristãos novos, Francisco de Azevedo, redigiriam a acusação contra as crueldades da inquisição e que foi posteriormente apresentada junto do Papa Clemente X, o qual perante a veracidade dos relatos, ordenou, em 3 de outubro de 1674, a suspensão de todos os tribunais do Santo Ofício portugueses, o que infelizmente não se concretizou, porque a inquisição portuguesa não acatou a instrução papal. Ao contrário, desafiou-a tendo resistido àquela ordem por mais cinco anos, até Maio de 1679. O papel de António Vieira foi primordial para que essa condenação se cumprisse.
Cecil Roth registou o facto na sua obra, A History of the Marranos, tendo registado o seguinte:
Deixo-vos, pois, com o texto do Embaixador Lauro Moreira sobre o Padre António Vieira , que vale muito a pena ler, se o quereis ou desejais fazê-lo, sobretudo na atual circunstância de infâmia e indignação, porque as cabeças perdidas da ignorância e da arrogância ignorante me levam a refletir a quem interessa verdadeiramente essa acção de destruição de símbolos que esconde propósitos obscuros e prenunciam o estalar dos ovos da serpente num charco de trevas e de ódio.
https://quincasblog.wordpress.com/2012/08/27/um-pouco-de-vieira
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quarta-feira, 10 de junho de 2020
segunda-feira, 8 de junho de 2020
REVOLUÇÃO INCULTURAL
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.
Quem
nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a
trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam
de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estoico silêncio.
Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor
Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da
miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo
ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à
caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.
O
senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor
Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura
maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do
que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os
beneméritos em tribunal.
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.
Um
pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto,
com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro - Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima - Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores, que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram. Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar do D.José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto. Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes. António Lobo Antunes |
terça-feira, 26 de maio de 2020
CORRUPÇÃO
Corrupção - ataquem o Cérebro monstro das três cabeças.
Não sejam cobardes nem cúmplices
Coronel “Comando”Ref. Carlos Matos Gomes
Vamos falar de corrupção? A sério?
Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de
Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta.
Como se reconstruiram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975? Como
reapareceram os bancos privados, como surgiram o BIP, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium
da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espirito Santo, como desapareceram
os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco
Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães?
Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo
insustrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP?
Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?
Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional,
a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das
portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande
distribuição?
Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como
se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?
E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta,
como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da
corrupção!
Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja
criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento
destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu
o Torres (um peão, é certo) Couto sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a
destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que
trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?
Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?
Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas
como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer:
Julguem o Ricardo Espirito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho
dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.
Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espirito Santo. No caso do Pinho, ou do
Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe
perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem
Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!
Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espirito Santo Salgado!
É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos
portugueses!
Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espirito Santo!
Porque não vão? Medo? Cumplicidade?
O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser
– os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as
gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse
deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias... Não é?
A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas
que estão a apontar para o lado – foi aquele menino - para que não olhemos para eles.
É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros!
Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três
cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem,
mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito
Santo.
Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não?
Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérebro, exijam o seu
julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!
O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.
Não sejam cobardes nem cúmplices
Coronel “Comando”Ref. Carlos Matos Gomes
Vamos falar de corrupção? A sério?
Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de
Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta.
Como se reconstruiram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975? Como
reapareceram os bancos privados, como surgiram o BIP, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium
da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espirito Santo, como desapareceram
os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco
Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães?
Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo
insustrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP?
Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?
Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional,
a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das
portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande
distribuição?
Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como
se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?
E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta,
como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da
corrupção!
Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja
criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento
destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu
o Torres (um peão, é certo) Couto sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a
destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que
trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?
Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?
Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas
como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer:
Julguem o Ricardo Espirito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho
dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.
Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espirito Santo. No caso do Pinho, ou do
Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe
perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem
Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!
Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espirito Santo Salgado!
É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos
portugueses!
Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espirito Santo!
Porque não vão? Medo? Cumplicidade?
O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser
– os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as
gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse
deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias... Não é?
A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas
que estão a apontar para o lado – foi aquele menino - para que não olhemos para eles.
É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros!
Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três
cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem,
mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito
Santo.
Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não?
Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérebro, exijam o seu
julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!
O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.
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