segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ESTAMOS NAS MÃOS DO POLVO


Subject: União Europeia e polvos...





Para que se saiba!


As comadres vão-se zangando e as verdades vão-se sabendo .....embora já desconfiássemos de que algo estava podre.
"Tenho uma triste notícia para dar aos comentadores e analistas políticos. Podem todos passar a dedicar-se à agricultura porque António Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, TUDO! Há instantes na "quadratura do círculo". E aqui está textualmente o que ele disse (transcrevi manualmente):
“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no textil. Nós fomos financiados para desmantelar o textil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abrissemos os nossos mercados ao textil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao textil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o textil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”
A culpa é do polvo

16 Outubro 2012 - 01h17
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.


O BCE

 

QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?
- Não, não pode.
PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
-A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.
MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

AGORA NÃO PERCEBI!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.Você já se deu conta de que, apesar da crise bancária, desde 2008, nenhum dos grandes bancos portugueses teve prejuízos e, antes pelo contrário, os lucros até aumentaram, em alguns casos mais de 20% por ano?

ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais. Em 2012 o Estado Português teve que pagar mais de 8 mil milhões de Euros só em juro de dívida. No próximo ano vai pagar ainda mais. Porque é que acha que, apesar de ser tecnicamente um desastre, os banqueiros portugueses se desdobram agora em entrevistas para obrigar à aprovação do Orçamento de Estado para 2013?
BEM, PORQUE….
Porque são os impostos sobre os salários e as pensões que vão pagar o juro da dívida. E o juro da dívida corresponde ao lucro dos bancos. Se os cidadãos pagassem efectivamente o que paga cada banco, então para um salário de 1.500 Euros, para além dos descontos para a segurança social, você só descontaria 54 Euros de imposto (IRS).

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado, para depois ser dado directamente à banca?...
MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...
SEMPRE HÁ OS “INDIGNADOS” QUE FIZERAM UMA MANIFESTAÇÃO COM CENTENAS DE MILHAR DE PESSOAS…
Ir para a Praça de Espanha ou para a Assembleia da República não resolve nada. Vale mais escolher a sede de um grande banco português ou de instituições europeias para se manifestar.

Cap. General Manuel António de Sousa

Fotos da cronologia

 

 


Manuel Antonio de Sousa was born in Mapuçá, county of Bardez (Goa) in 1835. Son of Felix de Sousa, owner and Farmer, and D. Dorothy Thomas Mascarenhas. Manuel studied at the Sem...inary of Rachol in Salcette, up to 16 years. In 1853 he emigrated to Zambezia, to help administer the estate of his uncle Felix Mascarenhas. Arriving in Mozambique, he married his cousin, D. Anastasia Maria Mascarenhas, the only daughter of his uncle. He established himself as a businessman in the region of Sena. He Quickly made his fortune in trade in ivory and was gaining power in the region, and their elephant hunters, armed, formed the nucleus of his personal militia. He earned a reputation both for his loyalty to the governor-general and the kingdom of Portugal, and by relentlessly going to increase his personal empire, fighting the Indian chiefs and kings.

In 1856 he took the war of succession to the kingdom of Gaza and settled in the mountains of Gorongosa, where he established the basis for a system aringa which, together with his private army, used to defend their interests. On several occasions the forces of Gouveia helped Portuguese forces officers in combat, particularly in campaigns against the Bonga. In 1863, thanks to the great services he succeeded Isidoro Correia Pereira in the commission of Captain-General of Manica and Quiteve.

During his absence in Sena, to receive the commission, its position in Gorongosa was taken by Umzila, winner of the throne of Gaza, and only managed to recover their cost territories. Around 1874 he was recognized as lord of Manica, and married the king's daughter Barué, who had a son, who went on to acknowledge as king of that region. Manuel Antonio de Sousa became a close friend of the artillery captain, Joaquim Carlos Paiva de Andrada, who was an architect of the Mozambique Company, and a raid in support of the chief Mutassa on land disputed by Rhode's British South African Company were quickly arrested by police at the company, which resulted in a diplomatic conflict between Portugal and the British Empire. Were eventually freed thanks to the intervention of the Portuguese government.

During his arrest he ran a rumor that had been killed, and this led to the agitation of the people of Barué. Manuel Antonio de Sousa died in combat, trying to regain control of Barué.

On November 28, 1960 the Portuguese Governor of Goa Vassalo de Silva inaugurated at the entrance of Mapuçá a statue of Antonio Manuel de Sousa, by sculptor Martin Correia in commemoration of the 125th anniversary of his birth.

The Statue was Destroyed by Indians in 1961 and in that place today in Mapuçá Gandhiji’s Monument is Lying.
Ver mais


Gosto · · Partilhar · 13/11
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A LÍNGUA PORTUGUESA É FASCINANTE

Fabulosa ... esta língua portuguesa!
A língua Portuguesa é estupenda e presta-se a estas coisas:

Se o MárioMata,a Florbela Espanca, o JaimeGamae o Jorge Palma, o que é que a Rosa Lobato Faria?
E, já agora: alguém acredita que a Zita Se abra para o António Peres Metello?


Vocês sabem a diferença entre o tratamento por tu e por você? Vocês pensam que sabem, mas vejam abaixo.
Um pequeno exemplo, que ilustra bem a diferença:

O Diretor Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia.
Então o Diretor Geral do Banco chamou um detetive e disse-lhe:

- Siga o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:

- O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Diretor Geral:

- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
O detetive pergunta-lhe:
- Desculpe.
Posso tratá-lo por tu?
- 'Sim, claro' respondeu o Diretor surpreendido!
- Então vou repetir : o Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FABULOSO



Brilhante! João Quadros diz aquilo que nós pensamos e não sabemos dizer desta maneira:jocosa, mas ao mesmo tempo a parecer verdade aquilo que de facto insinua. Muito bom...

"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores
portugueses." Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de
frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti?

Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que«nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade
de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.

Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras.
Fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo
marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso:
O que não poupávamos se Portugal tivéssemos mar.

E os frutos secos? Só vejo doutro países!
E as azeitonas?

JOÃO QUADROS . NEGÓCIOS ONLIN


domingo, 23 de dezembro de 2012

QUE TRISTEZA!

Não nos bastavam os maus governos, desde os últimos anos, mas para enfeitar a incompetência nacional estava a administração do Banco de Portugal a deixar fundar dois bancos por verdadeiros ninho de fabricantes de produtos tóxicos que ajudaram a destruir a economia nacional.
Agora todos teremos de apertar mais o cinto por causa das montagens e engenharias financeiras fictícias que só lembrariam à máfia.
Depois alguns dos responsáveis foram colocados em lugares proeminentes da União Europeia como prémio da sua suposta competência.
Será que podemos confiar nessas instituições com tamanhas sumidades à sua frente?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

NATAL NEGRO (MOÇAMBIQUE)


De: Artur Fonseca,
Rádio Clube de Moçambique
Canta: Aníbal Coelho em
É Natal
Na povoação
A pobre negra transpira
Ao transformar em pão
Os bagos da mapira
Enquanto vai dando o peito
Ao seu menino mamão
Embalado ao mesmo jeito
Que ela está dando ao pilão.

Presépio negro, Natal
Tal qual os outros Natais
O Presépio é sempre igual
Porque os Homens são iguais.
E enquanto a Natureza
Reza a Deus Omnipotente
Do céu resplende a luz
Em estrela reluzente
E o negro rei conduz
O negro continente
À beira de Jesus



13.jpg