sexta-feira, 28 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
PORTUGAL CONTINUA ASSIM...
Chamou o seu primeiro-ministro e ordenou-lhe:
- Antes do natal quero ver a cidade toda iluminada. Toma lá 500 cruzados e trata já de resolver o problema.
O primeiro-ministro chamou o presidente da câmara e ordenou-lhe:
- O nosso rei quer a cidade toda iluminada ainda antes do natal. Toma lá 250 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
O presidente da câmara chama o chefe da polícia e diz-lhe:
- O nosso rei ordenou que puséssemos a cidade toda iluminada para o natal.
Toma lá 100 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
O chefe da polícia emite um edital a dizer:
“Por ordem do rei em todas as ruas e em todas as casas deve imediatamente ser colocada iluminação de natal. Quem não cumprir esta ordem será enforcado”.
Uns dias depois o rei veio à varanda e, ao ver a cidade profusamente iluminada, exclamou:
- Que lindo! Abençoado dinheiro que gastei. Valeu a pena.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
VEJAM COMO ELES NOS AMAM E SE GOVERNAM
O PSD e o PS aprovaram juntos, nesta quinta-feira à tarde, o fim da suspensão das subvenções vitalícias a ex-políticos, que vão voltar a ser pagas mas serão sujeitas a uma contribuição extraordinária de 15% sobre o montante que exceda os 2000 euros. A proposta de alteração, votada na especialidade, teve os votos favoráveis do PSD e do PS e os votos contra do PCP e do BE. O CDS, por seu lado, absteve-se.
Depois da votação, coube ao deputado social-democrata Hugo Velosa explicar o "impasse" na votação: "Sei que foi divulgado publicamente que tinha havido uma suspensão da votação, por esta razão exclusiva: porque nós tínhamos de ponderar se as subvenções ficavam ou não numa situação de privilégio em relação a qualquer outra situação de pensionistas - e não ficam, pelo contrário, são mais sobrecarregadas até do que acontece com as outras pensões", prosseguiu. Segundo o social-democrata, "feita essa análise, naturalmente, procedeu-se à votação" da proposta.
Também o líder parlamentar do BE falou aos jornalistas depois da votação, mas para considerar "uma vergonha" a aprovação pelo PSD e PS do fim da suspensão das subvenções vitalícias destinadas a antigos políticos, dizendo estar-se perante o renascimento do "Bloco Central no pântano da política". "O Governo, que cortou pensões e salários, vem agora dizer que afinal tem dinheiro para repor os privilégios dos políticos - coisa que tinha dito no ano passado que possuía a coragem de os cortar. Afinal, essa coragem foi de pouca dura", criticou Pedro Filipe Soares.
De manhã, no debate parlamentar, Mariana Mortágua tinha sido a única parlamentar a intervir sobre o assunto, para deixar claro que o BE era “contra qualquer proposta que implique repor regalias, pensões vitalícias aos deputados, ao mesmo tempo que se cortam pensões a trabalhadores”. "Não se pode admitir que o PSD admita cortar complementos de reforma de trabalhadores da função pública ao mesmo tempo que propõe, juntamente com deputados do PS, repor as pensões vitalícias a deputados", disparou.
Ao início da tarde, o PCP - que não interviera no debate - apresentou uma proposta para revogar a atribuição das subvenções, mantendo-as apenas em casos de necessidade e anunciou que votaria contra a alteração do PSD e PS. Como explicou o deputado João Oliveira, a única excepção seriam "as situações em que fica em causa a subsistência da pessoa que aufere a pensão ou esteja em causa a sua insolvência".
No PS, apesar de a proposta ter gerado algum desconforto, a intenção sempre foi viabilizá-la. "Não vamos colocar obstáculos à aprovação dessa proposta de alteração", disse o vice-presidente da bancada Vieira da Silva.
O desconforto na bancada rosa verificou-se principalmente entre os deputados mais jovens, mas é apoiada pelos mais antigos na Assembleia da República, sobretudo entre aqueles que optaram pelo regime de exclusividade de funções.
Entre os deputados mais jovens colocam-se reservas sobre a conjuntura económica em que estes pagamentos são parcialmente repostos, enquanto os deputados que passaram por várias legislaturas equiparam esta subvenção a um direito contratual, entendendo que põe em causa as expectativas dos que optaram pelo regime de exclusividade.
Desde Janeiro de 2014, o valor das subvenções vitalícias passou a estar dependente dos rendimentos do beneficiário e do seu agregado familiar, apurado no ano anterior, mediante a apresentação da declaração de IRS. Se o rendimento for superior a dois mil euros (excluindo a subvenção), essa prestação é suspensa. Nas restantes situações, fica limitada à diferença entre os dois mil euros e o rendimento total (excluindo a subvenção).
OS DEPUTADOS NÃO TÊM DIREITO A SUBVENÇÕES PARA AS QUAIS NÃO DESCONTARAM.
DEPUTADOS OU QUALQUER OUTRO POLÍTICO.
QUEM NÃO DESCONTOU NÃO PODE IR SACAR DOS DESCONTOS DOS TRABALHADORES SEJA O QUE FOR E DEVEM SE REFORMAR COM A IDADE DE PARA ESSE EFEITO DECRETADO PARA TODOS.
TENHA VERGONHA srs DEPUTADOS: OLHEM PARA O POVO QUE DESCONTOU, OLHEM PARA AS LEIS QUE PRODUZEM QUE SÃO UMA VERGONHA LEGISLATIVA E NÃO ALEGUEM QUE OS DEPUTADOS DEIXARAM TUDO PARA IR PARA A ASSEMBLEIA.
TENHAM VERGONHA...
AFINAL O PSD E O PS ENTENDEM-SE! CLARO PARA ENCHEREM O BURNAL.
A proposta sobre o fim da suspensão do pagamento de subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos, abrangendo titulares anteriores a 2005 e com um rendimento médio mensal superior a dois mil euros, foi apresentada sexta-feira pelos deputados Couto dos Santos (PSD) e José Lello (PS), ambos membros do Conselho de Administração da Assembleia da República.
A votação aconteceu ao fim da tarde, apesar de o líder da bancada do PSD ter ponderado pedir o adiamento, depois de o assunto ter causado incómodo no Parlamento. De manhã, no debate na especialidade do OE para 2015, a proposta apenas fora alvo da intervenção do Bloco de Esquerda, com os restantes partidos a permanecerem em silêncio. No entanto, o assunto esteve em destaque nos meios de comunicação social toda a manhã, sobretudo em fóruns de rádios e televisões.Depois da votação, coube ao deputado social-democrata Hugo Velosa explicar o "impasse" na votação: "Sei que foi divulgado publicamente que tinha havido uma suspensão da votação, por esta razão exclusiva: porque nós tínhamos de ponderar se as subvenções ficavam ou não numa situação de privilégio em relação a qualquer outra situação de pensionistas - e não ficam, pelo contrário, são mais sobrecarregadas até do que acontece com as outras pensões", prosseguiu. Segundo o social-democrata, "feita essa análise, naturalmente, procedeu-se à votação" da proposta.
Também o líder parlamentar do BE falou aos jornalistas depois da votação, mas para considerar "uma vergonha" a aprovação pelo PSD e PS do fim da suspensão das subvenções vitalícias destinadas a antigos políticos, dizendo estar-se perante o renascimento do "Bloco Central no pântano da política". "O Governo, que cortou pensões e salários, vem agora dizer que afinal tem dinheiro para repor os privilégios dos políticos - coisa que tinha dito no ano passado que possuía a coragem de os cortar. Afinal, essa coragem foi de pouca dura", criticou Pedro Filipe Soares.
De manhã, no debate parlamentar, Mariana Mortágua tinha sido a única parlamentar a intervir sobre o assunto, para deixar claro que o BE era “contra qualquer proposta que implique repor regalias, pensões vitalícias aos deputados, ao mesmo tempo que se cortam pensões a trabalhadores”. "Não se pode admitir que o PSD admita cortar complementos de reforma de trabalhadores da função pública ao mesmo tempo que propõe, juntamente com deputados do PS, repor as pensões vitalícias a deputados", disparou.
Ao início da tarde, o PCP - que não interviera no debate - apresentou uma proposta para revogar a atribuição das subvenções, mantendo-as apenas em casos de necessidade e anunciou que votaria contra a alteração do PSD e PS. Como explicou o deputado João Oliveira, a única excepção seriam "as situações em que fica em causa a subsistência da pessoa que aufere a pensão ou esteja em causa a sua insolvência".
No PS, apesar de a proposta ter gerado algum desconforto, a intenção sempre foi viabilizá-la. "Não vamos colocar obstáculos à aprovação dessa proposta de alteração", disse o vice-presidente da bancada Vieira da Silva.
O desconforto na bancada rosa verificou-se principalmente entre os deputados mais jovens, mas é apoiada pelos mais antigos na Assembleia da República, sobretudo entre aqueles que optaram pelo regime de exclusividade de funções.
Entre os deputados mais jovens colocam-se reservas sobre a conjuntura económica em que estes pagamentos são parcialmente repostos, enquanto os deputados que passaram por várias legislaturas equiparam esta subvenção a um direito contratual, entendendo que põe em causa as expectativas dos que optaram pelo regime de exclusividade.
Desde Janeiro de 2014, o valor das subvenções vitalícias passou a estar dependente dos rendimentos do beneficiário e do seu agregado familiar, apurado no ano anterior, mediante a apresentação da declaração de IRS. Se o rendimento for superior a dois mil euros (excluindo a subvenção), essa prestação é suspensa. Nas restantes situações, fica limitada à diferença entre os dois mil euros e o rendimento total (excluindo a subvenção).
OS DEPUTADOS NÃO TÊM DIREITO A SUBVENÇÕES PARA AS QUAIS NÃO DESCONTARAM.
DEPUTADOS OU QUALQUER OUTRO POLÍTICO.
QUEM NÃO DESCONTOU NÃO PODE IR SACAR DOS DESCONTOS DOS TRABALHADORES SEJA O QUE FOR E DEVEM SE REFORMAR COM A IDADE DE PARA ESSE EFEITO DECRETADO PARA TODOS.
TENHA VERGONHA srs DEPUTADOS: OLHEM PARA O POVO QUE DESCONTOU, OLHEM PARA AS LEIS QUE PRODUZEM QUE SÃO UMA VERGONHA LEGISLATIVA E NÃO ALEGUEM QUE OS DEPUTADOS DEIXARAM TUDO PARA IR PARA A ASSEMBLEIA.
TENHAM VERGONHA...
AFINAL O PSD E O PS ENTENDEM-SE! CLARO PARA ENCHEREM O BURNAL.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
DÁ QUE PENSAR...
ACTUALIDADE...Cruzei-me há pouco com um colega na rua e parámos a comentar os recentes acontecimentos. Dizia-me ele que já não acreditava em qualquer solução democrática. Perante essa desilusão, perguntei-lhe porquê e a resposta deixou-me a meditar:-Porque a primeira consulta democrática de que há memória foi a de Pôncio Pilatos ao povo: "quem quereis que vos solte, Cristo ou Barrabás?" E o povo escolheu o ladrão...
O PAPA FRANCISCO
Jacinto Lopes
(na Capital)
(na Capital)
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
COM EXEMPLOS DESTES, NÃO VAMOS LONGE)
Mais uns milhões para estes vampiros delapidarem as finanças. Uma vergonha.
Se cavarem mais um pouco todos nós iremos saber como o erário publico está a saque.
E o fdp queria taxar as doações (do dinheiro de cada um de nós) se oferecesse uma prenda à mulher ou aos filhos.
Presidente dos CTT recebia dois ordenados e assim, por estas e outras, se COMPREENDE POR QUE É QUE PORTUGAL ESTÁ NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA.
O Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa - que se demitiu no final do mês passado, sem ter terminado o mandato - recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo: um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros, e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. E isto apesar de ter suspendido o vínculo laboral com a PT.
A descoberta foi feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), na sequência de uma auditoria realizada após denúncias da comissão de trabalhadores dos CTT sobre actos de alegada má gestão na empresa. Segundo soube o SOL, o Conselho de Administração da empresa terá recebido o relatório preliminar desta auditoria no dia 29. A demissão de Mata da Costa foi anunciada no dia seguinte e justificada pelo próprio com «razões exclusivamente do foro pessoal e familiar».
A IGF classifica esta acumulação de vencimentos por parte de Mata da Costa - num valor mensal de cerca de 40 mil euros (ao todo, um milhão e 575,6 mil euros recebidos entre Junho de 2005 e Agosto de 2007) - como «eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal». Ainda assim, a IGF decidiu encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República, por ter «dúvidas quanto à legalidade» da situação. Segundo o relatório preliminar da IGF, a que o SOL teve acesso, Mata da Costa, que era quadro da PT, foi nomeado para presidir aos CTT em Junho de 2005. Mas, em vez de se desligar desta empresa, fez um acordo de «suspensão do contrato de trabalho», embora estranhamente sem perda de remuneração.
Se cavarem mais um pouco todos nós iremos saber como o erário publico está a saque.
E o fdp queria taxar as doações (do dinheiro de cada um de nós) se oferecesse uma prenda à mulher ou aos filhos.
Presidente dos CTT recebia dois ordenados e assim, por estas e outras, se COMPREENDE POR QUE É QUE PORTUGAL ESTÁ NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA.
O Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa - que se demitiu no final do mês passado, sem ter terminado o mandato - recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo: um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros, e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. E isto apesar de ter suspendido o vínculo laboral com a PT.
A descoberta foi feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), na sequência de uma auditoria realizada após denúncias da comissão de trabalhadores dos CTT sobre actos de alegada má gestão na empresa. Segundo soube o SOL, o Conselho de Administração da empresa terá recebido o relatório preliminar desta auditoria no dia 29. A demissão de Mata da Costa foi anunciada no dia seguinte e justificada pelo próprio com «razões exclusivamente do foro pessoal e familiar».
A IGF classifica esta acumulação de vencimentos por parte de Mata da Costa - num valor mensal de cerca de 40 mil euros (ao todo, um milhão e 575,6 mil euros recebidos entre Junho de 2005 e Agosto de 2007) - como «eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal». Ainda assim, a IGF decidiu encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República, por ter «dúvidas quanto à legalidade» da situação. Segundo o relatório preliminar da IGF, a que o SOL teve acesso, Mata da Costa, que era quadro da PT, foi nomeado para presidir aos CTT em Junho de 2005. Mas, em vez de se desligar desta empresa, fez um acordo de «suspensão do contrato de trabalho», embora estranhamente sem perda de remuneração.
NÃO QUERO MORRER
NÃO
QUERO MORRER…..
Apareceu, por mão amiga, este
texto de Júlio Isidro que dá para este fim de semana dar ânimo a todos os que
bem pensam sobre o nosso futuro.
NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO
PARA JÁ SABER TUDO!
Passaram 40 anos de um sonho
chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena….
Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os
portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que
a têm que pagar…. civilizadamente, ordenadamente, no respeito das
regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que
têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e
….calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta
crise.
Um “directório” algures decidiu
que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se
que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana
entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários,
regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído,
embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho
liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que alguém anda à procura
de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à
felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses
que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se
comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20
anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o
dinheiro entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os
filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de
solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.
Morrem mais
velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos
de sair de casa, suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de
casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se de sangue , 5% dos sem abrigo
têm cursos superiores, consta que há cursos superiores de geração
espontânea, mas 81.000 licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das
universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos
desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme
“Gaiola Dourada” faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde,
sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes
de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e
auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e
explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que
abandonaram os campos, mas há as grandes vitórias da venda de dívida
pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre
políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as
partes.
Aumentam as mortes por problemas
respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há
enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem
muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do
senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos
os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas
portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e
podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu
preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns
escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “inconseguimento”
e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no
dicionário.
Mas há os penalties escalpelizados na TV
em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita
conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que
existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à
escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco…. alimentar
contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.
É por estes meninos com a esperança de
dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de
esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de
vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
Júlio Isidro
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