quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

ACADÉMICO GOÊS AGRADECE EM PORTUGUÊS




Académico goês premiado na Índia agradece em português

Constantino Xavier, de origem goesa, recebeu da ministra dos Negócios Estrangeiros indiana uma distinção dada a antigos bolseiros de excelência. No discurso de aceitação falou um pouco em português, "uma das línguas da Índia", e relembrou cinco séculos de relações bilaterais e ainda o caso de sucesso que é António Costa.








Foi das mãos da ministra indiana dos Negócios Estrangeiros, Sushma Swaraj, que Constantino Xavier recebeu em Nova Deli o prémio do Conselho Indiano para as Relações Culturais (ICCR) que visa distinguir antigos bolseiros de excelência. A par do académico português, houve mais quatro premiados, oriundos do Afeganistão, Etiópia, Vietname e Butão, curiosamente todos eles ministros em governos nacionais ou estaduais.
Xavier, que atualmente é investigador no Brookings India, fez um discurso de aceitação em que falou sobretudo em inglês, mas também em hindi, igualmente em konkani, o idioma dos antepassados goeses, e ainda em português, "uma das línguas da Índia". Uma homenagem sua à admirável diversidade do país, em que a memória da presença portuguesa hoje se sente mais em apelidos como Ferreira, Noronha ou Mascarenhas (usados por dezenas de milhões de católicos) do que pelo idioma, que subsiste em Goa em algumas pessoas mais velhas, mas que tem perdido terreno para o inglês desde que em 1961 a Índia pôs fim a mais de quatro séculos de soberania portuguesa. Hoje, há um esforço para relançar o interesse pelo português e isso sente-se também em universidades fora de Goa.
E foi em português, "falado em algumas casas indianas", que afirmou: "sinto-me muito feliz por receber esta distinção. Encoraja-me a continuar a estudar a Índia e também a tentar servir como uma ponte entre a Índia e o mundo, especialmente com Portugal e a Europa".






Xavier recordou como surpreendeu muita gente a sua opção em 2004 por estudar na Índia, na Universidade Jawaharlal Nehru, mas como essa opção lhe permitiu conhecer o país, em toda a sua diversidade, e assistir ao desenvolvimento dos tempos recentes. Atualmente com 1300 milhões de habitantes, a Índia é já a sexta maior economia mundial e ainda este ano deverá ultrapassar em termos de PIB a Grã-Bretanha, que até 1947 e ao triunfo da luta de Nehru e do Mahatma Gandhi foi a potência colonizadora.
Na cerimónia, o académico abordou também os laços entre Portugal e a Índia, com mais de 500 anos, e a figura de António Costa, um primeiro-ministro português com raízes em Goa como ele. E destacou o contributo da diáspora indiana para a sociedade portuguesa, seja goesa, gujarati ou penjabi.
Uma palavra ainda para o ICCR, pelo papel que tem na diplomacia cultural, e para o Centro de Estudos Indianos que existe hoje na Universidade de Lisboa, agradecendo à embaixadora indiana em Lisboa, Nandini Singla, pela nomeação para o prémio e pelo seu esforço em aprofundar as relações bilaterais.
Assistiu à cerimónia em Nova Deli o embaixador de Portugal na Índia, Carlos Marques.
Em declarações ao jornal Economic Times, a ministra Swaraj relembrou que são hoje cerca de seis mil os bolseiros do ICCR na Índia e relembrou que a procura do saber faz parte da tradição da civilização indiana.
Doutorado pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, Constantino Xavier tem estudado sobretudo a política externa indiana e a relação com os países vizinhos.



sábado, 26 de janeiro de 2019

MAHATMA GANDHI

Perguntaram a
Mahatma Gandhi
quais são os fatores
que destroem os seres
humanos.
Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os Negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou –
que as pessoas são amigáveis , se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho:
se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida
é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
“Quem quer ser amado, ame”

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

LADRÔES

Nem Cuba nem Venezuela. Pior. Muito pior! Não estamos a caminho de ser a Cuba ou a Venezuela da Europa, mas sim muito pior, pois Cuba já chegou à conclusão que foi um enorme erro que cometeu, e por isso inverteu caminho e já começou a transferir a posse das casas para donos privados, e o demente da Venezuela, pelo menos por agora, ainda não se atreveu a confiscar a habitação privada. Isto vindo de um governo e um Estado que já a caminho de dois anos não conseguiu sequer arranjar, construir ou reparar as casas dos incêndios de 2017 e 2018, e as poucas que fez são casos que estão pejados de incompetência e corrupção. Isto vindo de um governo e um Estado que é dono de mais 4700 casas que estão fechadas e devolutas, a maior parte delas num estado absolutamente lastimoso ou de abandono total, e tem o restante património no mais completo abandono ou estado avançado de degradação. Isto vindo de um governo e um Estado que nem uma simples estrada em Borba ou uma ponte em Entre Rios conseguiu manter em condições de segurança para os seus utilizadores. Isto vindo de um governo e um Estado que mantêm há uma série de anos um hospital pediátrico a funcionar em contentores. Um governo e um Estado que não consegue sequer tomar conta do seu próprio património, não consegue geri-lo de forma eficiente, não consegue rentabilizá-lo nem consegue colocá-lo ao serviço da população, e quer tomar conta e posse do que é dos outros. Isto tem um nome: um Estado LADRÃO, um governo de LADRÕES, apoiados na AR por uma corja igualmente de ladrões. Rui Mendes Ferreira
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