quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O QUE NOS DIZ EÇA!

Ó Eça, o que nos dizes, 130 anos depois de "Os Maias"? Vamos trocar umas ideias sobre o assunto do génio? Em Portugal, esse panteão foi cedo ocupado por Eça de Queirós, mestre da ironia que vergastou as elites bem-pensantes e cujas máximas ganharam eternidade de pedra. Que atire uma pedra quem nunca se exibiu com um "isto é uma choldra". Os Maias, o "romance-monumento" em que ele pôs "tudo o que tinha no saco", cumpre 130 anos, o escritor vai ser celebrado com uma exposição inédita na Fundação Gulbenkian, e há ainda uma nova reedição d'As Farpas sem Ramalho Ortigão na equação. Tudo bons pretextos para revisitar o seu universo, conhecer nove momentos da sua vida, e ver se Eça ainda espelha o Portugal contemporâneo. É que olhando para as manchetes de jornais, não faltariam histórias tragicómicas nem personagens caricatas para alimentar a vaste machine, defendem Isabel Pires de Lima e Maria Filomena Mónica. E Afonso Reis Cabral, trineto de Eça, vencedor do Prémio Leya 2014 com o livro O Meu Irmão, escreve uma imperdível Carta ao aluno que não lê "Os Maias".

JUSTIÇA À PORTUGUESA

Fwd: JUSTIÇA DE CLASSE À PORTUGUESA Caixa de entrada x Alberto Gomes 18:13 (Há 3 minutos) para Bcc:eu ---------- Forwarded message --------- From: monte manel Date: quinta, 22/11/2018 à(s) 11:42 Subject: Fwd: JUSTIÇA DE CLASSE À PORTUGUESA To: Jorge Neves , moisesjvieira , Alberto Gomes ---------- Forwarded message --------- From: marprospero19 Date: sábado, 17/11/2018, 19:08 Subject: Fwd: JUSTIÇA DE CLASSE À PORTUGUESA To: JUSTIÇA DE CLASSE À PORTUGUESA!!! Peço a todos meus amigos que não deixem de ler, na íntegra, o texto do email que reenvio. https://1.bp.blogspot.com/-IxKbdbi_l_4/WwIOn_gG-TI/AAAAAAAAggY/KUI9Y9ppKn8eKrdvWxzc6UbKd1FnNqzpgCLcBGAs/s320/JULGAMENTO.jpg Salvato Trigo, reitor da Universidade Fernando Pessoa, foi acusado de desviar fundos da Universidade em benefício próprio e de familiares. Salvato Trigo pediu que o julgamento fosse efectuado à porta fechada e o juiz acedeu ao pedido, sem que se conheçam as razões que justifiquem a decisão, O "Público " pediu para ter acesso ao processo, mas o juiz recusou. Quando toda a gente pede transparência na política, é no mínimo estranho que um juiz não tenha de justificar à sociedade a razão de ter autorizado o julgamento à porta fechada de um caso de corrupção. Não deixa de ser estranho que, numa época em que a comunicação social tem acesso a escutas e aos pormenores mais sórdidos de casos de justiça envolvendo corrupção de políticos, um ex-reitor acusado de desviar 2,2 milhões de euros de uma universidade, seja julgado à porta fechada. Demo-nos por satisfeitos, porém, pois ficou a saber-se a sentença deste julgamento feito no confessionário: 15 meses de prisão com pena suspensa! Ou seja, apenas mais três meses do que o mendigo que há meses roubou um polvo do supermercado. Poder-se-ia argumentar que o homem que roubou o polvo é um ladrão incorrigível enquanto Salvato Trigo é um homem de bem que teve um "deslize" e está genuinamente arrependido. Só que não é verdade... Salvato Trigo já tinha sido condenado a 10 meses de prisão, igualmente com pena suspensa, no final dos anos 90 do século passado. Motivo? Desvio de verbas do Fundo Social Europeu. Estranha-se, por isso, este julgamento de sacristia à porta fechada. E porque tenho a certeza absoluta que Salvato Trigo não corrompeu o juiz (os juízes são a única classe profissional neste país absolutamente impoluta e acima de qualquer suspeita) resta-me manifestar a minha perplexidade pelo facto de a comunicação social (com excepção do Publico) não ter revelado quaisquer pormenores sobre o misterioso julgamento do ex-reitor da Universidade Fernado Pessoa

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

D. PEDRO II do Brasil

CANSEI-ME

"Cansei-me... rendo-me..." Leonardo Haberkorn, jornalista e escritor, era professor numa universidade de Montevideo. Corre na internet um artigo seu publicado em papel, em 2015, com o título "Me cansé... me rindo...", onde declara ter deixado o ensino, que antes o apaixonava, e explica porquê.
Tomámos a liberdade de o traduzir, pois, por certo, ele tocará muitos professores e directores de escolas portuguesas. Desejável é que tocasse instâncias superiores e, de modo mais alargado, a sociedade.
"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade. Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o whatsapp e contra o facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão. Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que não conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber selfies. Claro que nem todos são assim. Mas cada vez são mais. Até há três ou quatro anos a advertência para deixar o telemóvel de lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem mal-educados, ainda tinha algum efeito. Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no combate. Ou que esteja a fazer algo mal. Mas há algo certo: muitos desses jovens não têm consciência do efeito ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem vêem sentido em estar informadas. Esta semana foi tratado o tema Venezuela. Só uma estudante entre 20 conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à 'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos? Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa? Sim!
Alguém leu algum dos seus livros? Não, ninguém! Lamento que os jovens não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão desinformadas para o jornalismo é complicado. É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se vendiam, ainda, jornais e revista na rua. Chega um momento em que ser jornalista é colocar-se na posição do contra. Porque está treinado a pôr-se no lugar do outro, cultiva a empatia como ferramenta básica de trabalho. E então vê que estes jovens, que continuam a ter inteligência, simpatia e afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. Que a incultura, o desinteresse e a alienação não nasceram com eles. Que lhes foram matando a curiosidade e que, com cada professor que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, os ensinaram que tudo é mais ou menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda. E o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom, as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei assim. O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que a aula terminasse. Eu também." M. Helena Damião e Isaltina Martins

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

GANDHI



Perguntaram a
Mahatma Gandhi
quais são os fatores
que destroem os seres
humanos.
Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os Negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou –
que as pessoas são amigáveis , se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho:
se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida
é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
“Quem quer ser amado, ame”

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

APANHA O COMBOIO

sábado, 3 de novembro de 2018

HAJA IGUALDADE...